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Fórum Sucroenergético defende setor de biodiesel: “Insucesso do RenovaBio refletirá em todos”

Em nota , entidade do setor sucroenergético manifesta “repúdio” em relação a coluna publicada pelo novaCana na última sexta-feira


novaCana.com - 16 abr 2019 - 12:28 - Última atualização em: 17 abr 2019 - 09:19

O Fórum Nacional Sucroenergético (FNS) divulgou uma nota de “repúdio” a pontos levantados pelo artigo “Etanol X biodiesel: A pressão pelo dinheiro do RenovaBio”, publicado de forma conjunta pelos portais BiodieselBR.com e novaCana na última sexta-feira (12).

A nota do FNS reclama do “tom pejorativo que tentou se apregoar ao setor de etanol” e “entende que a guerra entre os dois setores localiza-se apenas na novaCana/BiodieselBR.com”. “A afirmativa da matéria em referência não encontra os adeptos mencionados no setor e etanol”, garante o texto, desfiando o longo histórico de convivência pacífica e de colaboração entre ambos os setores.

A entidade garante que “apoiou publicamente todas as ampliações de mistura do biodiesel no diesel”, ressaltando que também dá suporte àquelas que ainda não ocorreram, como o B15 e B20.

O texto ainda reforça a visão de que os setores de biodiesel e etanol devem caminhar lado a lado para o RenovaBio, pois “o interessante é que o Programa seja operacionalizado”. E afirma: “Os benefícios advirão para os biocombustíveis, independentemente de quais sejam, e em benefício da saúde e bem-estar da população brasileira”.

O presidente da entidade, André Rocha, convocou todos para “que os esforços sejam direcionados para o sucesso do Renovabio como um todo, sem o apontamento de inimigos, pois o insucesso do programa também refletirá em todos”.

A nota do FNS ainda afirma que o argumento utilizado pelo diretor executivo do novaCana, Miguel Angelo Vedana, “carece de todos os fundamentos”.

“O RenovaBio está em processo de regulamentação, onde os parâmetros de cálculo para definição dos CBios não estão conclusos, e dependerão muito dos processos de produção de cada biocombustível, não sendo possível antecipar benefício ou prejuízo para qualquer segmento de produto”, complementa.

No entanto, nas regras já definidas, está determinado que o RenovaBio terá uma meta global envolvendo todos os biocombustíveis, incluindo biodiesel e etanol. O objetivo do programa não é incentivar combustíveis específicos, mas reduzir as emissões. Desta forma, a meta é compartilhada por todos e o crescimento maior de um biocombustível em relação ao outro pode ocorrer dentro dos parâmetros do programa.

Alerta

De autoria do diretor-executivo de ambos os portais, Miguel Angelo Vedana, o texto informa sobre o surgimento, entre atores ligados ao setor de etanol, da percepção de que a indústria de biodiesel é um adversário a ser combatido na disputa pelo mercado de Créditos de Descarbonização (CBios) criado pela Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Esse sentimento estaria, inclusive, levando alguns atores (e não o setor inteiro e/ou suas associações) a se oporem a novos aumentos na mistura obrigatória de biodiesel ao diesel.

O texto publicado por BiodieselBR.com e novaCana procura alertar para os perigos de uma possível – e contraproducente – guerra entre os dois setores em função de ganhos de curto prazo no mercado de CBios. Isso ocorreria em detrimento de uma articulação estratégica de ambos pelo fortalecimento da economia de baixo carbono.

Neste ponto, BiodieselBR.com e novaCana concordam com o FNS. O etanol e o biodiesel não são e nem deveriam ser adversários entre si, mas aliados no esforço para superar a velha economia de alto carbono. Não é contra o etanol que o artigo se coloca, mas contra a miopia.

A nota do FNS na íntegra pode ser baixada aqui.

Fábio Rodrigues - novaCana.com

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