Política

FGV critica falta de política pública para setor de agroenergia


Agência Estado - 19 mar 2013 - 15:31 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

O coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, foi incisivo ao criticar a falta de políticas públicas para a agroenergia. 'Não há liderança, nem no Brasil, nem no mundo, para definir ações. Todo mundo sabe o que é preciso fazer: dar crédito adequado, tributação adequada e regulamentar a relação com a gasolina. Isso resolve também o problema da Petrobras', afirmou Rodrigues, durante debate nesta terça-feira no evento Sugar and Ethanol 2013, em São Paulo. O encontro reuniu representantes de entidades do setor sucroenergético para discutir as políticas públicas e o crescimento da produção de etanol.

Já o presidente do Grupo Maubisa, Maurilio Biagi Filho, afirmou que o etanol não deve competir com a gasolina. 'Nós não temos condições de competir com o petróleo, nunca tivemos. Essa foi uma ilusão que nos impuseram. Temos de desvincular o etanol da gasolina', avaliou Biagi Filho.

Da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), Ismael Perina, disse que há um descompasso entre iniciativa privada e governo para incentivar investimentos e ações. 'Os produtores independentes estão fazendo seu papel. E o problema da perda de produtividade é resultado da falta de renda dos produtores para investir', acrescentou.

Representando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o assessor de diretoria do órgão, Luís Eduardo Duque Dutra, defendeu que 'políticas públicas em energia são extremamente difíceis de serem realizadas'. Apesar disso, Dutra afirmou que 'o problema do setor sucroenergético está se resolvendo'. 'Estamos finalizando uma consolidação. Daqui para frente, a tendência é de recuperação do preço para combustíveis', projetou.

Presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, pediu um voto de confiança à presidente Dilma Rousseff. 'Ela afirmou que o etanol é estratégico para o Brasil, portanto vamos confiar. Precisamos romper o ciclo de desconfiança', incentivou.


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