Política

CNA defende implantação do RenovaBio e revisão do Consecana


CNA - 30 out 2017 - 08:49

A Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu a implantação imediata do RenovaBio – programa do Governo Federal que incentiva o aumento da produção de biocombustíveis renováveis.

Durante reunião na quarta (25), os representantes do colegiado destacaram a importância do programa que, com a elevação dos percentuais de etanol na matriz energética nacional, contribuirá na redução de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) no setor de combustíveis.

“O RenovaBio incentivará o aumento de produtividade e eficiência energética na produção e utilização dos biocombustíveis, por meio da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico”, disse o presidente da Comissão, Enio Fernandes.

Em agosto deste ano, a CNA encaminhou um ofício ao Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, e demais ministros envolvidos no tema, apoiando a criação do programa e reforçando a necessidade de apresentação da política ao Congresso Nacional.

“O RenovaBio foi anunciado em fevereiro, mas ainda não foi implantado. Agora nós pedimos que ele seja colocado em vigor, mas por meio de medida provisória para agilizar o processo”, explicou o assessor técnico da CNA, Rogério Avellar.

Segundo ele, se o programa for implantado a produção de etanol pode aumentar de 28 bilhões de litros/safra para 54 bilhões até 2030.

Consecana

Outro ponto levantado durante a reunião foi a necessidade de revisão dos valores do Consecana, utilizado para o pagamento da cana-de-açúcar adquirida pelas usinas. De acordo com Enio Fernandes, a falta dessa correção começa a gerar pobreza e falta de desenvolvimento no interior.

“Ao não rever o Consecana, ao manter sem reajuste, [o industrial] está destruindo o produtor de cana independente”, afirmou.

Também presente da reunião, o vice-presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Paulo Reis, defendeu o reajuste. “[Os produtores estão com] muita dificuldade. É um preço muito ruim, como nunca tivemos. Esse ano, realmente, bateu o recorde com produtividade pequena e preço ruim”, reclama.

Com informações adicionais e edição novaCana.com


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