Política

Chanceler avalia ser possível achar soluções em negociações com sucroenergéticas e EUA


Reuters - 24 set 2020 - 15:57

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, negou nesta quinta-feira que haja um viés ideológico na relação do Brasil com os Estados Unidos e lembrou que a economia norte-americana é a maior do mundo.

Em audiência à Comissão de Relações Exteriores do Senado para explicar a visita e as declarações do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, a instalações de acolhimento de imigrantes venezuelanos próximas à fronteira com o país, Araújo acrescentou, ainda, acreditar que é possível achar “soluções” para o setor sucroenergético.

“Grande parte da nossa estratégia com os Estados (...) é para nos reposicionarmos nesse novo mapa econômico mundial de uma maneira melhor. Então, isso é totalmente em benefício de todos os brasileiros. Não tem nada de ideológico, absolutamente nada de ideológico”, disse o ministro a senadores.

“E os Estados Unidos, claro, como ainda a maior economia do mundo, têm uma centralidade nessa reorganização das cadeias globais que é fundamental”, acrescentou o chanceler, lembrando ainda das parecerias com o país na área da defesa.

Araújo falou que as tratativas em curso no setor de etanol e açúcar trouxeram “cota adicional de 80 mil toneladas de açúcar e que seguramente vai trazer mais ao longo das negociações”.

Na segunda-feira os Estados Unidos informaram que o Brasil terá uma cota preferencial adicional de 80 mil toneladas para exportar açúcar aos norte-americanos. O governo tratou a cota como uma contrapartida a recentes negociações entre os dois países que envolveram a extensão de uma cota para importação pelo Brasil de etanol livre de taxa que beneficia os EUA.

Maria Carolina Marcello


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