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Política

CanaCentro: setor elabora carta de considerações ao Governo Federal


Agência Udop de Notícias - 21 mar 2014 - 11:30 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Nesta quinta-feira (20), Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, foi palco de uma série de discussões sobre o cenário atual das usinas e produtores de cana-de-açúcar no Brasil. Durante a segunda edição do CanaCentro, estudantes de várias universidades do Estado, produtores de cana e representantes de entidades ligadas ao setor da bioenergia acompanharam a palestra do economista Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro.

O palestrante falou sobre as reformas necessárias para aumentar a competitividade dos setores produtivos no país, em especial, no setor sucroenergético. Para ele, a política econômica adotada pelo governo federal não estimula os investimentos. "Faltam regras claras, de longo prazo, para que os investidores não sejam surpreendidos com alterações constantes na política econômica", explicou Mendonça de Barros.

No segundo painel, o Presidente da Datagro, Plínio Nastari apresentou as perspectivas para a safra 2014/2015. Segundo ele, essa safra deverá ter uma queda do rendimento industrial do canavial devido à forte estiagem que atingiu o Centro-Sul do país, maior região produtora de cana-de-açúcar do Brasil. "Essa seca pode atrasar o início da safra e a moagem pode ser inferior a 575 milhões de toneladas nessa região. Também não vemos nenhum sinal de retorno de investimentos em expansão, já que a dívida do setor chegou a R$ 66,3 bilhões de reais na safra passada", afirmou Nastari.

Alexandre Figliolino, do Banco Itaú BBA, trouxe números sobre a situação econômico-financeira do setor sucroenergético. Já o professor doutor da FEA/USP de Ribeirão Preto, Marcos Fava Neves palestrou sobre a competitividade na cadeia produtiva sucroenergética.

Ao final da apresentação, ele coordenou um debate com representantes de várias entidades do setor e os congressistas. Eles elaboraram uma carta de considerações do evento. Ela traz uma agenda do que o governo pode fazer para que o setor da bioenergiavolte a crescer e uma lista das contrapartidas das empresas. "Foi uma oportunidade excelente reunir tantas entidades de peso e discutir com os participantes o que o próprio setor e o governo devem fazer para que o etanol volte a ser competitivo, para que o setor continue gerando empregos e desenvolvimento no interior do país", disse Fava.

O congresso termina na manhã desta sexta-feira. A carta foi apresentada à imprensa durante um café da manhã e depois será encaminhada ao Governo Federal. Para ver o material na íntegra, clique aqui.

Patrícia Mendonça


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