Política

Brasil e Índia devem se unir para tornar etanol uma commodity global, diz Bento Albuquerque


Agência Estado - 24 jan 2020 - 07:08

Brasil e Índia, os dois maiores produtores de cana-de-açúcar no mundo, devem se unir para globalizar o etanol, de acordo com o ministro de Minas e Energia brasileiro, Bento Albuquerque.

Durante apresentação em Nova Délhi com presença do ministro de Energia e Recursos Novos e Renováveis da Índia, Raj Kumar Singh, Albuquerque afirmou, de acordo com comunicado do MME: “O Brasil é o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar; a Índia possui a maior indústria de açúcar do mundo. Proponho que unamos nossos esforços para tornar o etanol uma commodity global”.

Ele destacou que o Brasil tem grandes oportunidades para investidores, inclusive nos setores de petróleo e gás – os investimentos projetados para os setores nos próximos 30 anos chegam a R$ 1 trilhão, conforme o MME.

Albuquerque estimou, ainda, que a demanda brasileira por energia cresça 3,8% ao ano até 2029, e disse que o desafio do País é unir a segurança energética ao desenvolvimento sustentável – a meta é que energias renováveis representem 48% do total do País até 2029.

Além do etanol, o ministro citou uma série de outras matrizes energéticas para diversificar as fontes do país, como eólica e nuclear – essa última teria passado a ser prioridade no governo atual em decorrência das amplas reservas de urânio do País e das baixas emissões. “O futuro é diversificação”, disse ele.