PUBLICIDADE
ARMAC
Política

Bolsonaro diz que governo estuda mudar regra de paridade seguida pela Petrobras

Presidente criticou necessidade da estatal repassar aos consumidores as oscilações dos valores no mercado internacional


Poder360 - 29 out 2021 - 08:39 - Última atualização em: 29 out 2021 - 11:52

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 28, que o governo estuda propor mudanças na política de paridade com o mercado internacional seguida pela Petrobras. Ele afirmou que “ninguém vai quebrar contratos” e reafirmou que pediu para a área econômica incluir a petroleira no “radar” de privatizações.

“A Petrobras é obrigada a aumentar o preço porque ela tem que seguir a legislação e nós estamos tentando aqui buscar maneiras de mudar a lei nesse sentido, porque não é justo viver em país que paga tudo em real, é um país praticamente autossuficiente em petróleo, e tem o preço do seu combustível aqui atrelado ao dólar. Realmente ninguém entende isso”, disse durante live nas redes sociais.

Bolsonaro afirmou que a “lei sobre a paridade internacional” é algo que “vem de anos”, mas que é preciso “mudar isso”. Na verdade, não se trata de uma lei, mas de uma política interna da companhia, estabelecida em 2016, na gestão de Pedro Parente, durante o governo do presidente Michel Temer.

Na quarta-feira, 27, o presidente já havia afirmado que a privatização da Petrobras entrou no radar do governo e que a petroleira é uma estatal que “só dá dor de cabeça”. A empresa anunciou nesta semana um novo reajuste nas refinarias de 6,8% para gasolina e 8,8% para o óleo diesel.

“Falei para o [ministro da Economia] Paulo Guedes botar a Petrobras no radar de uma possível privatização porque se é uma empresa que exerce o monopólio, ela tem que ter o seu viés social no bom sentido”, declarou. Bolsonaro afirmou que a empresa precisa investir mais no setor de gás e “que dê lucro não muito alto”.

“Carecemos de mudança de legislação, que passa pelo Parlamento. Repito: ninguém vai quebrar contrato, ninguém vai inventar nada. Mas tem que ser [uma] empresa que dê lucro não muito alto, como tem dado”, disse.

Os principais responsáveis pela alta dos combustíveis são o aumento do preço do petróleo no mercado internacional e a depreciação do real frente ao dólar. A Petrobras repassa aos consumidores as oscilações dos valores no mercado internacional, seguindo a política de paridade.

Ante o novo reajuste da Petrobras, o presidente afirmou na semana passada que o governo concederá uma “ajuda” de R$ 400 para 750 mil caminhoneiros autônomos. Apesar do anúncio do “auxílio diesel”, caminhoneiros ainda planejam uma paralisação no dia 1º de novembro. O ministro da infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que o auxílio aos caminhoneiros pode ser suspenso por causa “reação negativa da categoria”.

ICMS

Na live, Bolsonaro também voltou a criticar a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis. Ele afirmou que governadores estudam congelar o imposto por 90 dias, mas que essa não seria a solução ideal para reduzir o preço dos combustíveis.

“Congelar por 90 dias é a solução? Não é, o que nós gostaríamos que acontecesse seria que o ICMS incidisse sobre o valor do diesel e da gasolina na refinaria, do álcool lá na usina, não no preço final da bomba porque acaba sendo bitributado”, disse. O chefe do executivo criticou a “voracidade” de governantes para cobrar impostos e aumentar a arrecadação.

“O ICMS de combustíveis pesa e muito favoravelmente dos cofres dos respectivos estados. Tanto é que os estados estão programando gastos em cima disso”, declarou.

Emilly Behnke


PUBLICIDADE FMC_VERIMARK_INTERNO FMC_VERIMARK_INTERNO

Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail

PUBLICIDADE
STOLLER
x