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Política

As declarações sobre a Frente Parlamentar Paulista de Defesa do Setor Sucroenergético


NovaCana - 04 out 2013 - 11:54

A Frente Parlamentar de Defesa do Setor Sucroenergético, instalada ontem (03) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo foi recebida com entusiasmo por políticos e representantes do setor, que aproveitaram o evento para destacar a importância de iniciativas deste tipo, falar sobre a crise do setor e reivindicar, mais um vez, políticas públicas que incentivem a produção sucroenergética.

Confira a seguir as principais declarações sobre o tema.

Sobre a criação da Frente

"Queremos chamar a atenção para a importância de novas políticas públicas para o setor, que passa por uma séria crise desde 2009. Várias vozes, quando unidas, conseguem ser ouvidas."

"A frente não é contra ninguém, mas vai trabalhar pra que a presidenta seja sensibilizada diante dos clamores desse setor. Agora vamos estabelecer metas a serem alcançadas e para isso vamos contar com o trabalho dos deputados federais."
Welson Gasparini, deputado estadual (PSDB-SP) e um dos coordenadores da Frente

"Esperamos que essa atitude ecoe nas esferas municipais, estaduais e chegue ao Congresso Nacional. É extremamente importante que isso aconteça para que consigamos recuperar o setor."
Celso Junqueira Franco, presidente da Udop

"O maior parlamento deste país, que é a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, não podia ficar de fora dessa luta do setor sucroenergético. Nós tivemos cerca de 40 usinas da região sudeste  fechando as portas, gerando desemprego e mais usinas passando necessidades. Era preciso trazer essa discussão para o Parlamento. Para junto com nossos deputados federais pressionar a presidente Dilma"
Roberto Morais, o deputado estadual (PPS-SP) e um dos coordenadores da Frente

"A cana tem total importância em nosso país. Faz sentido que a Assembleia Legislativa faça parte desse movimento que busca a retomada do setor"
Carlos Roberto Liboni, secretário municipal de Indústria e Comércio de Sertãozinho

Sobre os fatores para a crise

"O ponto chave é a competição com a gasolina. O etanol tem de custar até 70% do valor da gasolina para se manter competitivo no mercado, o que trava a remuneração de toda a cadeia, pois a venda muitas vezes é feita perto ou até abaixo dos custos de produção."
Sérgio Prado, representante da União da Indústria de Cana de Açúcar

"Os números mostram uma situação que vem se agravando desde a crise financeira mundial de 2009, aprofundada por três safras consecutivas com graves problemas climáticos e queda de produção, além da ausência de políticas públicas de longo prazo que permitam ao setor planejar para sair da crise"

"Este ano vivemos uma situação paradoxal. Temos a maior safra colhida da história e ao mesmo tempo uma pressão de custos e uma estagnação de receita. Quanto mais se produz, mais se perde. Com os custos crescentes, o preço do etanol gera uma receita abaixo da registrada dois anos atrás. A conta não fecha."
Elizabeth Farina, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar

Sobre consequências da crise

"Principalmente em cidades como Sertãozinho, que dependem muito do setor, a arrecadação de impostos e a geração de empregos cai de forma significativa."
Zezinho Gimenez, prefeito de Sertãozinho

"44 usinas deixaram de moer cana nas últimas duas safras e mais dez deixarão de moer na próxima safra e 100 mil empregos serão perdidos em função disso, as indústrias da cadeia produtiva não têm encomendas e trabalham com apenas 50% da sua capacidade enquanto assistem o crescimento de empresas estrangeiras."
Welson Gasparini, deputado estadual (PSDB-SP) e um dos coordenadores da Frente

"Sem instalação de novas plantas em 2011, não houve pedidos. Isso reduziu bastante a gama de serviços para o setor. Fora isso, com o impacto da crise mundial no mercado interno de etanol, houve redução de investimento no campo e consequentemente nas indústrias."
Sebastião Macedo, diretor executivo do Centro das Indústrias do Setor Energético (Ceise Br)

Sobre políticas públicas

"Não se trata apenas de subir o preço da gasolina. É preciso desenvolver um programa de incentivo a produção, valorizar o setor na matriz energética do país"
Maurílio Biagi Filho, presidente do grupo Maubisa

"O setor passa por uma situação caótica e precisamos de políticas a curto, médio e longo prazo."
Manoel Ortolan, presidente da Orplana


novaCana.com
Com informações do Governo Federal e da imprensa nacional
Tags: NovaCana

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