Política

Ao antecipar saída, Décio Oddone evita vácuo na liderança da ANP


EPBR - 16 jan 2020 - 12:25

Ao antecipar sua saída da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone considerou que cumprir o mandato até 23 de dezembro implicaria deixar a agência sem diretor-geral, pelo menos, até o primeiro trimestre de 2021, quando o Congresso Nacional retorna do recesso, e seria possível realizar a sabatina para uma nova indicação do governo.

Antes da nova Lei das Agências impedir a sua recondução, Oddone já defendia a renovação dos quadros, mas a antecipação surpreendeu executivos das principais petroleiras e fornecedores que atuam no país e até mesmo outros diretores da ANP.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou na quarta (15) que o novo nome será enviado ao Congresso Nacional em fevereiro, com o fim do recesso do Legislativo – Décio Oddone deve permanecer no cargo até a nomeação.

Em março, encerra-se o mandato de Aurélio Amaral na direção da ANP e, em dezembro, de Felipe Kury. Com a antecipação, a escolha em 2020 de três dos cinco nomes que formam o colegiado começa pela direção-geral.

Gustavo Gaudarde

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