Política

Agronegócio fará sabatina com presidenciáveis


Christina Lemos - R7 - 31 jul 2014 - 14:52

Depois de serem sabatinados pelos industriais da CNI, a próxima prova a que os três principais candidatos à presidência serão submetidos será perante os maiores produtores rurais do país.

Dilma Rousseff (PT) Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) serão sabatinados na próxima quarta-feira (6) na sede da Confederação Nacional da Agricultura - CNA, em Brasília.

O evento deve ter formato parecido com o promovido pela CNI, com apresentações de propostas dos candidatos, perguntas feitas diretamente por representantes do agronegócio, e entrevista à imprensa.

Com a iniciativa, as confederações tentam o diálogo direto com os candidatos sobre sua agenda de interesses e cobram compromissos com metas para os próximos quatro anos.

O evento terá como referência o documento "O que esperamos do próximo Presidente (2015-2018)", que será entregue pelas federações estaduais da agricultura e entidades parceiras, responsáveis pela elaboração do mesmo.

O encontro acontece a partir das nove horas, no auditório da CNA, em Brasília e será transmitido ao vivo, via Web, pelo Canal do Produtor.

Sabatina com a indústria

Nesta quarta (30) na CNI, no esforço por agradar a platéia composta pelos maiores empresários do país, os três candidatos buscaram não desafinar com a pauta proposta pelos industriais, detalhada em 42 tomos de uma publicação elaborada pela entidade, com as prioridades para o setor. Todos prometeram empenho na mudança dos sistema de cobrança de impostos, melhoria do ambiente econômico para investimentos e para a competitividade - mas, quase sempre de forma genérica, sem aprofundar propostas.

Aécio Neves foi duro nas críticas ao governo e propôs a troca do modelo petista de gestão da política econômica. Eduardo Campos concentrou ataques ao governo de coalizão partidária que sustenta a administração petista e, segundo ele, mantém a dependência ao que chamou de "política velha". Dilma mostrou-se preocupada em divulgar resultados de sua gestão e insistiu na tecla de que o pessimismo disseminado entre empresários está lastreado em especulações de motivação político-eleitoreira.

Enquanto os adversários anunciaram reforma tributária para os primeiros seis meses de governo, Dilma foi mais cautelosa, e propôs dividir em partes a proposta de mudança nos impostos.

Os três candidatos foram cautelosos quanto a outro ponto de pauta dos industriais: a terceirização da mão de obra. Coincidiram em afirmar que não permitirão perdas de direitos para os trabalhadores.

Com informações adicionais da CNA