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Etanol: Mercado

Usinas brasileiras devem deixar de maximizar produção de etanol em 2019/20, diz FCStone


Agência Estado - 25 jan 2019 - 11:36

O etanol se manteve mais atrativo ante ao açúcar durante grande parte de 2018, informa o analista Matheus Costa, da INTL FCStone, no relatório trimestral de perspectivas da consultoria, divulgado hoje. Nos próximos meses, a relação entre os dois produtos ajudará a direcionar o mix das unidades produtoras para 2019/20 (abril-março).

“Neste sentido, espera-se que o etanol perca sua competitividade ante ao açúcar na próxima safra – tendência que já tem sido observada desde o fim de novembro”, comenta Costa no relatório.

A INTL FCStone espera que o mix alcooleiro da próxima safra no cinturão canavieiro brasileiro recue ante à 2018/19, para 59,0% (-5,7 pontos porcentuais). Consequentemente, a produção de etanol de cana deve atingir 26,8 milhões de metros cúbicos (-10,7%), sendo 17,0 milhões de Metros cúbicos de hidratado (-19,8%) e 9,8 milhões de metros cúbicos de anidro (+10,9%).

Conforme a consultoria, a situação em 2018/19 (abril-março) tem se mostrado distinta de anos anteriores para as cotações do etanol. Isso porque, conforme a consultoria, as cotações do biocombustível nas usinas têm se aproximado das mínimas dos últimos anos para o período.

“Essa tendência foi resultado de uma desvalorização abrupta do petróleo nos últimos meses”, comenta a consultoria. No fim da primeira quinzena de janeiro de 2019, a variedade West Texas Intermediate (WTI) recuou em cerca de 30% ante ao nível máximo de 2018, registrado no início de outubro. Vale lembrar que essa queda chegou a ultrapassar os 40% em dezembro de 2018.

A derrocada nas cotações do óleo bruto aliada à relativa queda no dólar ante o real fez com que a Petrobras reduzisse os preços da gasolina nas refinarias – o que acabou impedindo a alta do biocombustível.

“Para o primeiro trimestre de 2019, os preços do etanol devem se manter pressionados, podendo até mesmo estender suas quedas nas próximas semanas. Por um lado, é preciso destacar que as projeções para o óleo bruto são de que o balanço entre oferta e demanda superavitário se reverta nos próximos meses, sustentando, assim, os preços da commodity energética”, conclui a FCStone.


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