Etanol: Mercado: Regulação

Presidente da Unica confirma aumento da mistura de etanol para 2013


novaCana.com - 21 nov 2012 - 14:29

Em entrevista à UDOP no final de outubro, o presidente interino da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues, afirmou que o governo já decidiu aumentar a porcentagem de etanol na gasolina, de 20% para 25% a partir de junho de 2013. Ele espera que o governo anuncie em breve a medida.

Essa informação já havia sido divulgada pelo diretor da ANP Helder Queiroz no início de outubro, mas, na época, ele se recusou a dar mais detalhes.

"Já é uma posição tomada, eu não tenho nenhuma preocupação mais com esse assunto, que já foi amplamente debatido", disse Pádua. Ele afirmou também que já existe uma nota técnica assinada por quatro ministérios, e que uma resolução do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (CIMA) já está pronta. "A questão é se agora é o momento de divulgar a decisão", completou.

O presidente acredita que o novo percentual obrigatório de adição de etanol anidro à gasolina vai ser aprovado a partir de primeiro de junho de 2013. No entanto ele acredita que a data pode ser adiantada se houver maior oferta de etanol no início da próxima safra.

Negociações
Segundo Pádua, representantes do setor sucroalcooleiro têm se reunido todo mês com o governo para negociar a retomada do crescimento do setor. "Já ultrapassamos a fase do reconhecimento de que o etanol perdeu competitividade perante a gasolina; estamos na fase de dimensionamento de qual é o valor que será arbitrado como falta de competitividade", informou.

Pádua disse ver um futuro positivo para o etanol no Brasil. "O Brasil precisa do etanol. No futuro ele pode voltar a ser muito competitivo com a gasolina. Temos potencial para triplicar ou quadruplicar a produção de etanol por hectare. Estamos vivendo um momento difícil de perda da competitividade", considerou.

"Eu acredito piamente que o etanol vai recuperar sua participação na matriz de combustível. Vamos passar por um problema difícil, 2013 não será um ano fácil. As empresas com alto grau de endividamento ficarão para trás, mas aqueles que aguentarem esse processo – e muitos deles vão aguentar – terão uma grande oportunidade no futuro", finalizou.

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