Etanol: Mercado

Raízen confirma diminuição de 50% na demanda por etanol com isolamento social

De acordo com a Cosan, as vendas de açúcar da companhia não foram afetadas pela pandemia


NovaCana - 17 abr 2020 - 11:22

Em comunicado enviado ao mercado, a Cosan trouxe um panorama geral dos impactos gerados pela pandemia de coronavírus para as empresas do grupo, que inclui a produtora de etanol Raízen Energia e a distribuidora Raízen Combustíveis. De acordo com o texto, foram comparados os resultados desde o início das medidas de isolamento social, há aproximadamente quatro semanas, com o mesmo período do ano anterior.

Segundo a Cosan, as vendas de combustíveis do Ciclo Otto (gasolina e etanol) apresentaram uma contração de até 50%, com a demanda por etanol apresentando uma redução em linha com o menor consumo geral. O valor é o mesmo que o mencionado pelo presidente da Raízen, Ricardo Mussa, em entrevista dada no começo de abril.

Por sua vez, o diesel teve uma queda de 25%, enquanto os combustíveis de aviação viram uma redução de 80% na demanda.

“Cabe reiterar que se tratam de indicativos preliminares, que têm apresentado evolução diária, à medida que o cenário de isolamento se altera, estando ainda sujeitos a alterações em função da evolução da pandemia nas próximas semanas”, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores do grupo, Marcelo Eduardo Martins, que assina o documento.

Já no mercado de açúcar, a Cosan afirma que as vendas já haviam sido contratadas para a safra 2020/21. Desta forma, não houve impactos relevantes na programação de comercialização da Raízen.

O documento ainda reforça que a Cosan tem “adotado cautela” em suas ações e tomado as medidas necessárias para garantir a preservação da saúde, integridade e segurança de seus colaboradores, “garantindo a continuidade de suas operações essenciais”.

Ainda segundo a empresa, desde o início do avanço da pandemia de covid-19 no Brasil, a Cosan tem se mobilizado para contribuir com o governo e a sociedade na mitigação dos impactos.

Outros negócios

O comunicado da Cosan ainda traz os impactos para a Comgás e a Moove, que atuam nos mercados de gás natural e lubrificantes, respectivamente.

De acordo com o documento, a demanda por gás natural no segmento industrial já sofreu redução de até 40%, sendo concentrada em setores que suspenderam ou reduziram suas atividades. Já no segmento comercial, a demanda vem apresentando retração de até 60%.

Em contrapartida, o consumo residencial de gás natural teve uma expansão de cerca de 10%, justamente em função da restrição na circulação dos indivíduos.

Por fim, a demanda por lubrificantes teve uma redução média de cerca de 50% nas últimas semanas, tanto no Brasil quanto nos demais países de atuação da companhia.

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