Etanol: Preços

Preços nos postos: Etanol perde competitividade pela 4ª semana consecutiva

Valor do combustível renovável nas bombas correspondeu a 70,3% do preço da gasolina, pouco acima do resultado de uma semana antes


NovaCana - 16 nov 2020 - 13:03 - Última atualização em: 24 nov 2020 - 10:57

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 8 a 14 de novembro:

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  1. O preço médio da gasolina nas cidades analisadas subiu 0,54%, enquanto o do etanol teve alta de 0,66%

  2. Na média nacional, o valor do renovável correspondeu a 70,3% do preço de comercialização do combustível fóssil

  3. O consumo de etanol é economicamente vantajoso para os motoristas das cidades analisadas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  4. O preço do biocombustível subiu nas usinas de São Paulo, Mato Grosso e Goiás


O etanol completou um mês com perda de competitividade nos postos, considerando os dados disponibilizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que deixou de divulgar seu levantamento pelas nove semanas que antecederam este período.

Entre 8 e 14 de novembro, a relação entre o preço médio do etanol e da gasolina nos postos de 23 capitais brasileiras e do Distrito Federal, além de em outras 30 cidades pesquisadas, seguiu acima do limite de 70%, considerado comercialmente favorável para o biocombustível. O indicador ficou um pouco superior ao visto uma semana antes, passando de 70,2% para 70,3%.

A leve modificação entre um período e outro ocorreu porque tanto etanol quanto gasolina tiveram aumentos semelhantes no comparativo semanal. Na média nacional, o preço do renovável teve uma ampliação de 0,66%, passando de R$ 3,051/L para R$ 3,071/L. Já seu correspondente fóssil teve um aumento de 0,54%, passando de R$ 4,344/L para R$ 4,368/L.

Na última quinta-feira, 12, a Petrobras elevou o preço da gasolina em suas refinarias em 6%. Enquanto isso, ao longo da semana, o etanol teve aumentos nas usinas de São Paulo, Mato Grosso e Goiás, de 0,39%, 0,37% e 0,80%, respectivamente.

As altas, entretanto, não podem ser diretamente associadas aos movimentos nos postos, já que também entram na conta questões como impostos, margem de distribuição e revenda, entre outros fatores.

Preço médio

De acordo com os dados da ANP, considerando as cidades das amostras de cada estado, o preço médio do etanol registrou aumentos em 13 delas e no Distrito Federal, quedas em 11 e não foi divulgado em Macapá (AP) nem em Rondônia (RO).

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Nas 14 cidades pesquisadas em São Paulo, o renovável chegou a um preço médio de R$ 2,930/L. Como a gasolina custou R$ 4,187/L, a relação entre os valores ficou em exatamente 70%, no limite considerado economicamente favorável para o consumo do biocombustível.

Já as quatro cidades representantes de Minas Gerais – Belo Horizonte, Contagem, Montes Claros e Uberlândia –, registraram um preço médio para o etanol de R$ 2,954/L e de R$ 4,467/L para a gasolina. Assim, a relação entre eles foi de 66,1%, ainda favorável para etanol e o melhor indicador de toda a análise.

Cuiabá (MT), por sua vez, registrou o renovável a R$ 3,080/L. Já a gasolina ficou em R$ 4,473, fazendo com que a relação entre os preços ficasse em 68,9%

Goiás, representado pela sua capital Goiânia e por Anápolis, teve um custo médio para o renovável de R$ 3,190/L. Como a gasolina custou, em média, R$ 4,749/L, a relação entre os valores ficou em 67,2%, também favorável ao biocombustível.

No Paraná, com análise incluindo Curitiba, Cascavel e Maringá, o biocombustível custou R$ 3,170/L e a gasolina R$ 4,147/L. Desta forma, a relação entre eles foi de 76,6%, acima do limite considerado economicamente favorável para o renovável.

Em Campo Grande (MS), este indicador chegou a 73,10% na análise mais recente, também desfavorável ao biocombustível. Na cidade, o preço médio do etanol ficou em R$ 3,286/L, enquanto a gasolina era vendida a R$ 4,495/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Em sua quarta semana de pesquisa, após uma pausa de nove semanas, o levamento da ANP contemplou uma amostra maior do que na semana anterior, porém com o desfalque de duas capitais.

No total, foram consideradas 23 capitais e o Distrito Federal, além de outros 30 municípios, totalizando 54 cidades. Diferentemente da semana anterior, Florianópolis e Rondônia não tiveram dados divulgados. O Amapá segue sem dados sobre o etanol desde o início da retomada das pesquisas.

São Paulo foi o estado com o maior número de cidades pesquisadas, com 14 incluindo a capital, seguido por Rio de Janeiro, que conta com seis incluindo a capital.

Já Minas Gerais teve pesquisa em quatro cidades e Paraná teve em três municípios, ambos incluindo suas respectivas capitais. Outros seis estados tiveram análise em duas cidades, enquanto 14 estados tiveram consulta apenas na capital. Santa Catarina teve análise em duas cidades: Criciúma e Itajaí.

Com isso, o número segue abaixo das 459 localidades prometidas pela agência em sua “gradual expansão das amostras e dos municípios integrantes até que se atinja cerca de 6 mil postos e aproximadamente 4.400 revendas de GLP semanalmente”. Os dados também não correspondendo à média do valor nos postos dos estados como ocorria antes da pausa. Além disso, a comparação semanal também está comprometido, já que a amostra tem mudanças.

A princípio, o plano da ANP era retomar a publicação semanal dos dados a partir de 14 de setembro, já que a pesquisa ficaria pausada apenas entre 23 de agosto de 7 de setembro. Porém, isso não ocorreu. Em atualização do comunicado à época, a ANP explicou que “as ações cabíveis estão sendo adotadas a fim de permitir, o mais brevemente possível, o início da primeira etapa da pesquisa”.

Gabrielle Rumor Koster – novaCana.com


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