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Etanol: Preços

Preço nos postos: Com queda no valor, etanol recupera competitividade

Renovável tem a primeira queda nas bombas em meses e aumenta distância em relação ao valor cobrado pela gasolina


novaCana.com - 09 set 2019 - 10:41

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Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 1 a 7 de setembro: 

  1. Preço médio da gasolina caiu 0,12% e o do etanol, 0,49%

  2. Na média nacional, o renovável correspondeu a 66,2% do valor de comercialização do combustível fóssil

  3. Em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, o etanol segue vantajoso para os consumidores

  4. O preço do etanol nos postos aumentou em sete estados e no Distrito Federal, diminuiu em 18 e não foi registrado no Amapá


Na primeira semana de setembro, a variação dos preços dos combustíveis levou o etanol a se recuperar na comparação com o combustível fóssil, algo que não acontecia desde o final de junho. Nos estados, o biocombustível também foi favorecido com reduções nos valores.

De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de 1 a 7 de setembro, o preço médio do renovável caiu 0,49%, passando de R$ 2,86 por litro para R$ 2,846/l.

Esta foi a primeira queda no valor do etanol vista desde julho, quebrando a sequência de aumentos observada nas últimas semanas. Já a gasolina caiu apenas 0,12%, saindo dos R$ 4,303/l para R$ 4,298/l. 

Desta forma, a relação entre os combustíveis ficou em 66,2%, abaixo do limite comercialmente estabelecido em 70%. A redução de 0,45% no indicador é pequena, mas é a primeira em mais de dois meses.

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Variação nos estados

Já nos estados, de acordo com a ANP, o preço do etanol nos postos aumentou apenas em sete e no Distrito Federal, diminuiu em 18, e não foi registrado no Amapá na semana de 1 a 7 de setembro.

Já o preço médio da gasolina só aumentou em oito estados.

Com as variações observadas nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e no Paraná, estados em que apresenta valores abaixo de R$ 3,00 nas bombas.

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São Paulo, o estado que mais produz e consome etanol no país, segue com o menor valor da análise, R$ 2,634/l, após a redução de 0,53%. Com a queda de 0,34% para a gasolina, a relação entre os preços dos combustíveis foi para 64,7%, um movimento favorável ao renovável.

Já Mato Grosso apresentou a queda de 0,22% para o etanol e se manteve com o segundo menor valor médio do país (R$ 2,714/l). A gasolina subiu 0,09%, fazendo a relação entre os preços chegar a 60,6%. O estado possui, assim, o biocombustível mais competitivo do país.

Goiás, após grandes aumentos nas análises anteriores, registrou a queda de 0,34% para o etanol, que chegou a R$ 2,899/l. Com a redução de 0,11% para a gasolina, que passou a custar R$ 4,478/l, a relação entre os preços foi para 64,7%, mantendo-se competitiva para o renovável.

Em Minas Gerais, o etanol caiu 0,63% (R$ 2,844/l) e a gasolina, 0,2%, o que fez a relação entre eles cair um pouco, chegando a 62,5%, favorável ao biocombustível.

E no Paraná, a queda de 0,14% no preço do etanol e de 0,37% para a gasolina fez com que a relação entre eles subisse para 69,4%, vantajosa para os consumidores do biocombustível no estado. Ainda assim, este é o segundo valor mais alto dentre os seis grandes estados produtores – em Mato Grosso do Sul, com índice de 82,4%, o etanol não é considerado competitivo.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Usinas

Nas usinas, o cenário teve uma pequena mudança com o aumento do biocombustível em São Paulo. Porém, Mato Grosso e Goiás seguem apresentando queda.

O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação subiu 0,73%.

Mato Grosso, por sua vez, teve redução de 1,8% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise. Já em Goiás, a cotação do etanol nas usinas caiu 1,24% entre as duas últimas semanas.

Rafaella Coury – novaCana.com