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Etanol: Preços

Preço nos postos: Combustíveis caem e etanol deixa de ser competitivo em dois estados

Vantagem do biocombustível sobre seu correspondente fóssil se mantém na média nacional e em seis estados


novaCana.com - 20 nov 2018 - 10:54

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Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 11 a 17 de novembro:

  1. Preço médio da gasolina caiu 0,94% e o do etanol, 0,85%

  2. Na média nacional, o preço do biocombustível novamente correspondeu a 63,4% do valor de comercialização da gasolina

  3. No período, foi vantajoso abastecer com etanol em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Paraíba – Rio de Janeiro e Alagoas saíram da lista

  4. O preço do etanol nos postos aumentou em nove estados e no DF, diminuiu em 16 e não foi registrado no Amapá

  5. A cotação do biocombustível caiu novamente nas usinas de Mato Grosso, Goiás e São Paulo



Com as sucessivas baixas nas refinarias de petróleo e as quedas nos valores das principais usinas produtoras de etanol, os preços dos combustíveis nos postos do país tiveram a terceira queda consecutiva. É o que mostram os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes à semana de 11 a 17 de novembro.

Na análise mais recente, o valor do etanol teve uma queda de 0,85%, a maior observada desde agosto. Acompanhado da queda para a gasolina, na média nacional, o preço do biocombustível correspondeu novamente a 63,4% do valor de comercialização do combustível fóssil – valor inferior à paridade energética comercialmente estabelecida em 70%.

Assim, o etanol mantém a competitividade frente à gasolina, seguindo a tendência favorável vista desde abril.

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Preço nas bombas

De acordo com a ANP, entre 11 a 17 de novembro, o preço do etanol nos postos aumentou em nove estados e no Distrito Federal, recuou em 16 e não foi registrado no Amapá.

Com a queda em tantos estados, o preço médio a nível nacional passou de R$ 2,951 para R$ 2,926 por litro.

Já o valor médio da gasolina teve a quarta redução consecutiva, passando de R$ 4,658 para R$ 4,614 por litro, uma queda de 0,94%, refletindo a diminuição nos postos de 26 estados.

Estados

Com as variações nos preços observadas nos últimos meses, o biocombustível segue em vantagem em Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Paraíba. Rio de Janeiro e Alagoas, que integravam a relação na semana anterior, saíram da lista.

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São Paulo segue apresentando o menor valor médio do etanol nas bombas, R$ 2,760/l, especialmente após a queda de 1,22%. Com a diminuição de 1,68% para a gasolina, a relação entre os combustíveis subiu novamente, chegando a 63,1%.

Já Mato Grosso continua com o segundo menor valor para o biocombustível, R$ 2,887/l, com uma redução semanal de 0,86%. Já a gasolina caiu 0,52%, de modo que a relação entre os preços ficou em 59,9%, a menor entre os estados.

Nos postos mineiros, com a queda de 0,26% para o etanol e de 0,77% para a gasolina, a relação média entre eles subiu para 63,7% e se manteve favorável ao biocombustível.

Em Goiás, o preço do etanol caiu 0,8% e o da gasolina, 0,79%. Assim, o indicador de competitividade se manteve em 62,1%, o que é positivo para o setor de etanol.

Enquanto isso, no Paraná, o preço do renovável caiu 0,63% e o da gasolina, 0,56%, fazendo a relação entre eles cair para 67,5%, ainda mais favorável ao etanol.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Usinas

Nas usinas, o preço do biocombustível caiu novamente em Mato Grosso, Goiás e São Paulo. O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação caiu 1,82%, chegando a uma alta de 15% nas últimas 12 semanas.

Mato Grosso, por sua vez, teve uma queda de 1,18% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise. No período acumulado, a valorização é de 24,2%.

Já em Goiás, a cotação do etanol nas usinas caiu 2,42% entre as duas últimas análises. Assim, o acumulado nas últimas 65 semanas é de 18,8%.

Rafaella Coury – novaCana.com