Etanol: Preços

Preço nos postos: Etanol atinge patamar menos competitivo desde março

Pesquisa foi realizada em 97 municípios; na média, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás ainda apresentam renovável competitivo


novaCana.com - 30 nov 2020 - 10:13

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 22 a 28 de novembro:

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  1. Preço médio da gasolina nas cidades pesquisadas caiu 0,16% enquanto o do etanol subiu 0,51%

  2. Na média nacional, o preço do combustível renovável correspondeu a 70,6% do valor de comercialização do fóssil

  3. O consumo de etanol é economicamente vantajoso, em média, para algumas cidades de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  4. O hidratado novamente subiu nas usinas de Mato Grosso e Goiás, e caiu nas de São Paulo


De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a relação do preço médio do etanol e da gasolina atingiu o ponto menos favorável para os consumidores do biocombustível desde o final de março.

Na semana de 22 a 28 de novembro, o preço médio do renovável nos 97 municípios pesquisados subiu 0,51%, passando de R$ 3,108 por litro para R$ 3,124/L. Como o valor de seu concorrente fóssil caiu 0,16%, saindo de R$ 4,435/L para R$ 4,428/L, a relação entre os preços ficou em 70,6%, pouco acima do limite considerado comercialmente favorável para o etanol, de 70%.

O incremento de 0,71% no indicador é o maior desde que o levantamento dos preços de combustíveis nos postos do país foi retomado, na segunda semana de outubro. Por mais que o valor médio seja o maior em meses, a comparação semanal ainda está prejudicada, já que o número de municípios pesquisados aumenta a cada análise.

Já nas usinas dos principais estados produtores do país, o hidratado apresentou queda em São Paulo, diferentemente das semanas anteriores, conforme os dados do indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.

Enquanto no estado paulista a redução foi de 0,18%, Goiás e Mato Grosso tiveram aumentos de 0,6% e 0,18%, respectivamente.

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Destaques nos estados

Na semana de 22 a 28 de novembro, de acordo com a média dos estados, o preço do etanol subiu em 12 deles e no Distrito Federal, caiu em 13 e novamente não pôde ser comparado no Amapá. Já a gasolina caiu em 16 estados.

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Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do etanol, o preço médio aumentou 0,81% entre as duas análises e ficou em R$ 2,985/L. Este é o menor valor da semana e o único ainda abaixo da linha dos R$ 3,00/L.

Como a gasolina caiu 0,31% no estado, a relação entre os preços dos combustíveis desfavoreceu o renovável e ficou em 71,2%, acima da linha dos 70%. Na comparação semanal, o estado é o que teve mais municípios pesquisados, 29, um pouco acima dos 23 da análise anterior.

Já Minas Gerais apresentou, na média da pesquisa, o etanol mais favorável para os consumidores. A relação entre os valores dos combustíveis está em 67,3%, acima do observado na semana anterior, embora esteja se aproximando da linha dos 70%.

Este incremento acompanha o aumento de 1,74% no preço médio do renovável na análise mais recente, que chegou a R$ 3,041/L. Já a gasolina caiu 0,24% no mesmo comparativo. Em relação à pesquisa, o número de municípios que participaram do levantamento caiu de sete para seis entre as duas semanas.

Em Goiás, o etanol também se manteve economicamente favorável para o consumidor na comparação com a gasolina, já que a relação entre os preços ficou em 67,4% na análise mais recente. Este é o ponto mais alto do indicador no estado desde junho e se deve à queda no valor médio do combustível fóssil, de 1,29%, perante a redução de apenas 0,16% para o renovável. Em Goiás, a pesquisa segue sendo feita apenas em dois municípios.

Mato Grosso, por sua vez, também apresenta um etanol competitivo, com a relação dos preços dos combustíveis em 68,9%, próxima do limite considerado favorável. Este patamar é menor que o da semana passada, graças à queda de 0,81% no valor médio do biocombustível em comparação à redução de 0,25% no valor da gasolina. O número de municípios pesquisados também não mudou no comparativo semanal.

Já Mato Grosso do Sul segue apresentando uma relação desfavorável para o etanol, ficando em 73,3%. O índice está acima do limite comercialmente estabelecido como competitivo e, também, do observado na análise anterior.

Com a pesquisa sendo feita em apenas dois municípios sul-mato-grossenses nas últimas semanas, o renovável apresentou queda de 0,39% no comparativo semanal, mas a gasolina caiu mais, 0,79%, o que afetou a relação entre eles.

Por fim, o Paraná apresenta uma relação ainda mais desfavorável para os consumidores do biocombustível, de 76%. Este é o segundo maior valor registrado no estado desde março e se deve à maior queda para a gasolina, de 0,94%, enquanto o etanol caiu 0,9%. O número de municípios paranaenses pesquisados também se manteve.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços da ANP voltou a ser realizado semanalmente. A questão, que dificulta as comparações entre as análises, é que o número de municípios pesquisados muda semanalmente, conforme já era previsto pela agência.

Entre 22 e 28 de novembro, a pesquisa foi realizada em 97 municípios, incluindo todas as capitais dos estados e o Distrito Federal. O número novamente apresenta um aumento em relação ao registrado na semana anterior, 83, porém ainda está bem abaixo do total esperado, 459, na “gradual expansão das amostras e dos municípios integrantes até que se atinja cerca de 6 mil postos”.

A ANP vem demonstrando dificuldade em cumprir com o esperado em relação à pesquisa desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi cumprida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados, como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Rafaella Coury – novaCana.com


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