Etanol: Preços

Preço nos postos: Etanol e gasolina completam um mês de aumentos

Competitividade média do renovável registrou queda, mas etanol se manteve favorável em quatro estados


novaCana.com - 22 jun 2020 - 10:26

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 14 a 20 de junho:

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  1. Preço médio da gasolina subiu 1,92% e o do etanol, 2,68%

  2. Na média nacional, o preço do renovável correspondeu a 67,3% do valor de comercialização do combustível fóssil

  3. O consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  4. O preço do etanol nos postos subiu em 19 estados e no Distrito Federal, e caiu em apenas sete

  5. O biocombustível novamente teve alta nas usinas de Mato Grosso e Goiás, mas caiu em São Paulo


Após mais de dois meses registrando quedas, os preços dos combustíveis nos postos estão registrando um mês de aumentos. As elevações observadas nas últimas semanas podem ser um reflexo do afrouxamento das medidas restritivas devido ao coronavírus, mesmo que o cenário de pandemia não tenha melhorado.

De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana de 14 a 20 de junho, o preço médio do litro de etanol para abastecimento chegou a R$ 2,681, um aumento de 2,68% na comparação com os R$ 2,611/l da análise anterior.

Considerando que a gasolina teve um menor aumento, de 1,92% – passando de R$ 3,911/l para R$ 3,986/l –, a relação entre os preços subiu 0,75%, desfavorecendo a competitividade do renovável. Nesta semana, o preço do biocombustível representou 67,3% do valor da gasolina, aproximando-se do limite comercialmente estabelecido em 70%.

Em quatro semanas de aumento, este foi o mais expressivo para ambos os combustíveis.

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Variação nos estados

De acordo com os dados da ANP, na semana de 14 a 20 de junho, o preço médio do etanol registrou aumentos em 19 estados e no Distrito Federal, apresentando quedas apenas nos outros sete. Já a gasolina só apresentou quedas apenas no Maranhão e no Amazonas.

Neste cenário, o consumo do biocombustível segue economicamente vantajoso apenas para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.

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Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o biocombustível subiu 2,85%, chegando a R$ 2,493/l no período, ainda o segundo menor valor da análise. Como a gasolina teve um aumento menor, de 1,25%, a relação entre os preços subiu para 65,5%, ainda favorável para o etanol.

Já Mato Grosso registrou o aumento de 0,13%, o segundo menor da análise para o biocombustível, que atingiu o menor valor no período: R$ 2,396/l. Já a gasolina subiu mais, 0,96%, fazendo com que a relação entre os valores caísse para 61,5%, o que mantém o estado com o etanol mais competitivo do país.

Por sua vez, Minas Gerais observou um aumento de 3,89% para o renovável, chegando a R$ 2,752/l. Como a gasolina subiu menos, 1,8%, a relação entre eles foi para 66,6%, ainda favorável para o biocombustível.

Por outro lado, Goiás apresentou queda de 1,06% para o renovável, que teve o custo médio de R$ 2,696/l. Como a gasolina subiu, mesmo que apenas 0,1%, a relação entre os preços caiu após semanas de aumento e chegou a 68,8%, o que representou um leve alívio para a competitividade do etanol.

No Paraná, o biocombustível subiu 4,64% e a gasolina, 3,23%. Desta forma, a relação entre os valores também subiu, chegando a 72,5% e mantendo o biocombustível acima do limite considerado favorável.

O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro, Mato Grosso do Sul, caiu para 75,6% na análise mais recente, acima do limite da competitividade para o renovável, mas atingindo o menor valor desde outubro de 2018.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Usinas

O aumento do preço do etanol nos postos tem relação com o valor negociado pelas usinas dos principais estados produtores. No geral, elas têm apresentado aumentos há mais de um mês.

A exceção é São Paulo que, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, registrou uma queda de 0,83% para o hidratado após semanas de altas.

Goiás e Mato Grosso, por sua vez, registraram novos aumentos, ainda que menores que os das semanas anteriores: 1,45% e 2,81%, respectivamente.

Rafaella Coury – novaCana.com