Etanol: Preços

Preço nos postos: Etanol segue em alta; competitividade segue caindo

Biocombustível completou dois meses de aumentos e só é competitivo em quatro estados


novaCana.com - 26 nov 2019 - 10:13

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 17 a 23 de novembro:

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  1. Preço médio da gasolina subiu 0,14% e o do etanol aumentou em 0,57%

  2. Na média nacional, o renovável correspondeu a 67,5% do valor de comercialização do fóssil

  3. Em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, o consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas

  4. O preço do etanol nos postos aumentou em 12 estados e no Distrito Federal, diminuiu em 13 e não foi registrado no Amapá

  5. Nas usinas de São Paulo e Mato Grosso, o preço do biocombustível segue subindo; em Goiás, ele caiu


Na semana de 17 a 23 de novembro, o preço dos combustíveis nos postos seguiu a tendência de aumentos observada nas últimas análises. Da mesma forma, o indicador que mede a relação entre a gasolina e o etanol segue subindo, desfavorecendo o renovável.

De acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana de 17 a 23 de novembro, o valor do etanol foi equivalente a 67,5% do cobrado pela gasolina, no maior índice desde abril. Com isso, o preço do biocombustível se aproxima um pouco mais do limite comercialmente estabelecido em 70%.

A variação é consequência do maior aumento para o preço do etanol no período, que passou de R$ 2,963 por litro para R$ 2,98/l, um crescimento de 0,57%. Já a gasolina subiu apenas 0,14%, passando de 4,407/l para R$ 4,413/l.

Enquanto o valor médio do combustível fóssil tem demonstrado diferentes variações ao longo das semanas, com subidas e descidas, o do renovável apresenta crescimento constante nos últimos meses.

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Variação nos estados

De acordo com a ANP, na semana de 17 a 23 de novembro, o preço do etanol nos postos aumentou em 12 estados e no Distrito Federal, diminuiu em 13 e não foi registrado no Amapá. Já a gasolina só apresentou queda em sete estados.

Com as variações observadas nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo apenas em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

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Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o preço do biocombustível subiu 1,34% – chegando a R$ 2,804/l – e o da gasolina subiu 0,58%. Assim, a relação entre os valores chegou a 66,9%, ainda favorável para o biocombustível.

Já Mato Grosso apresentou queda de 1,3% para o etanol, a segunda maior da análise, e segue com o menor valor médio do país (R$ 2,583/l). Como a gasolina subiu 0,24%, a relação entre eles caiu para 57,1%, mantendo o biocombustível do estado como o mais competitivo do país.

Em Minas Gerais, o etanol subiu 0,1% e a gasolina caiu 0,23%. Desta forma, a relação entre eles subiu para 64,4%. O valor está dentro do limite em que o renovável é considerado competitivo.

Já Goiás registrou um aumento de 0,29% para o biocombustível, que ficou em R$ 3,111/l, e de 0,13% para a gasolina. Assim, a relação entre eles chegou a 67,4%, ainda competitiva para o renovável.

No Paraná, o etanol teve um aumento de 0,77% e a gasolina, de 0,22%. Assim, a relação entre eles chegou a 71,7%, acima do limite considerado favorável para o biocombustível. O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores – Mato Grosso do Sul, com índice de 82,6%, também não apresenta etanol competitivo.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Usinas

As usinas de São Paulo e Mato Grosso novamente apresentaram aumentos no valor de comercialização do etanol. Porém, Goiás registrou a primeira queda em semanas: a cotação do etanol nas usinas do estado caiu 0,41% entre as duas últimas semanas.

Já o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação subiu 1,49%.

Mato Grosso, por sua vez, teve aumento de 2,42% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise.

Rafaella Coury – novaCana.com