Etanol: Preços

Preço do etanol e da gasolina nos postos aumenta após meses de quedas

Maior aumento no valor do combustível fóssil favorece opção renovável, que é comercializada a preços competitivos em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais


novaCana.com - 01 jun 2020 - 10:04

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 24 a 30 de maio:

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  1. Na média nacional, preço médio da gasolina subiu 0,84% e o do etanol, 0,47%

  2. Com isso, o valor do combustível renovável correspondeu a 66,3% do preço de comercialização do fóssil

  3. Nos estados, o consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  4. O preço do etanol nos postos caiu em 17 estados e no Distrito Federal, subiu em oito e se manteve no Amapá

  5. Nas usinas, o valor do combustível renovável novamente teve alta


Após dez semanas consecutivas de redução dos preços do etanol para os consumidores, e de 17 para a gasolina, o valor médio de ambos os combustíveis teve seu primeiro aumento nos postos, refletindo as altas observadas nas usinas e refinarias.

De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre 24 e 30 de maio, o preço do etanol subiu 0,47% na média nacional, passando de R$ 2,53 por litro para R$ 2,542/l, enquanto a gasolina passou de R$ 3,803/l para R$ 3,835/l, uma variação de 0,84%.

No caso do combustível renovável, este aumento acompanhou um novo crescimento no valor de venda nas usinas dos principais estados produtores. Assim como já foi observado nas últimas semanas, o hidratado paulista subiu 6,66% na análise mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.

Já em Mato Grosso e Goiás, os aumentos foram de 0,42% e 6,14%, respectivamente.

Mesmo com a elevação nos postos, o etanol segue ganhando competitividade perante a gasolina – já que o aumento do combustível fóssil foi maior. Assim, na semana analisada pela ANP, a relação entre os preços foi para 66,3%, afastando-se ainda mais do limite de competitividade comercialmente estabelecido em 70%.

A redução de 0,3% no indicador é a menor das últimas semanas, porém fez com que o valor chegasse ao menor patamar desde o registrado em outubro de 2019.

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Variação nos estados

Segundo os dados da ANP, na semana de 24 a 30 de maio, o preço médio do etanol diminuiu nos postos de 17 estados e no Distrito Federal, subiu em oito e se manteve no Amapá.

Já a gasolina só registrou queda em Amazonas, Rondônia, Sergipe e Tocantins.

Neste cenário, o consumo do biocombustível segue economicamente vantajoso para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.

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Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o biocombustível subiu 0,47% após dez semanas de quedas. Assim, chegou a R$ 2,335/l, novamente o menor valor da análise. Como a gasolina teve uma elevação maior, 0,57%, a relação entre os preços segue caindo e chegou a 63,3%, tornando o renovável ainda mais competitivo.

Já Mato Grosso registrou um aumento de 1,07% para o etanol, chegando a R$ 2,364/l, o segundo menor valor no período. Como a gasolina subiu 1,5%, a relação entre o valor dos combustíveis foi para 62,3%, mantendo o estado com o etanol mais competitivo do país.

Por outro lado, em Minas Gerais, o etanol caiu 1,89%, a segunda maior redução da análise, após duas semanas de aumento. Assim, seu valor chegou a R$ 2,594/l. Como a gasolina subiu 0,37%, a relação entre os preços caiu para 64,4%, favorecendo o biocombustível.

O aumento registrado em Goiás foi o maior da análise, 6,94%, chegando ao preço médio de R$ 2,682/l para o etanol. Como a gasolina também subiu, mas menos – 2,41% –, a relação entre os preços aumentou para 69,4%, levando o renovável ao limite da competitividade.

No Paraná, o etanol caiu 0,12% enquanto a gasolina subiu 0,63%. Desta forma, a relação entre os valores de comercialização caiu para 70,9%. Ainda assim, o indicador segue acima do limite considerado favorável para o biocombustível.

O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro, Mato Grosso do Sul, chegou a 77% na análise mais recente, acima do limite da competitividade para o renovável, mas o menor valor registrado desde 2018.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Rafaella Coury – novaCana.com


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