Etanol: Preços

Preço do etanol despenca nas usinas diante de medidas restritivas, aponta Cepea


Reuters - 30 mar 2021 - 07:15 - Última atualização em: 30 mar 2021 - 10:01

Os preços do etanol tiveram forte queda no principal mercado consumidor do Brasil durante a última semana, à medida que a adoção de medidas restritivas no combate à pandemia de coronavírus afeta a demanda, disse nesta segunda-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à Universidade de São Paulo.

O Cepea indicou em relatório semanal que os preços do etanol hidratado em São Paulo, maior mercado do combustível no país, recuaram 15,8% na semana passada, fechando a R$ 2,3071 por litro em 26 de março. No caso do anidro, o valor foi de R$ 2,5096/L, queda de 15,9%.

“Essa baixa foi a mais intensa de toda a temporada 2020/21 e esteve atrelada à redução acentuada da demanda”, disse o centro, acrescentando que apenas alguns negócios foram concretizados ao longo da última semana e envolveram volumes pequenos, tendo em vista que distribuidoras seguiram trabalhando com o produto comprado anteriormente.

O governo do Estado de São Paulo decretou a fase emergencial, a mais restritiva do plano de contingência local, para combater o crescente número de casos de covid-19, que tem deixado o sistema de saúde à beira do colapso.

A queda no preço do etanol reforça a expectativa de que as usinas brasileiras priorizem a produção de açúcar na nova temporada, que começa em abril, em detrimento do biocombustível – a exemplo do que ocorreu na safra anterior, quando o maior produtor global de açúcar fabricou um volume recorde do adoçante.

“Se o Brasil não conseguir controlar (ou não quiser controlar) o vírus, a economia vai sofrer e a demanda por gasolina e etanol também vai sofrer, obrigando as usinas a produzir o máximo possível de açúcar”, disse um corretor baseado em Nova York.

Os contratos futuros do açúcar bruto atingiram uma mínima de três meses nesta segunda-feira, com a queda nos preços do etanol no Brasil sendo vista como uma das razões para o movimento de baixa no adoçante.

Marcelo Teixeira
Com informações adicionais NovaCana


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