Etanol: Preços

Combustíveis em baixa: Preço médio do etanol nos postos volta a ficar abaixo de R$ 4,00/L

Biocombustível volta a ser competitivo em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; pesquisa foi realizada em 196 municípios


NovaCana - 06 abr 2021 - 12:41

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 28 de março a 3 de abril:

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  1. Preço médio da gasolina nas cidades pesquisadas caiu 1,8% e o do etanol, 4,6%

  2. Na média nacional, o valor do combustível renovável correspondeu a 71,2% do preço de comercialização do fóssil

  3. O consumo de etanol voltou a ser economicamente vantajoso em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  4. O valor do biocombustível caiu nas usinas Mato Grosso, mas subiu em São Paulo e Goiás

  5. O levantamento de preços da ANP foi realizado em 196 municípios, seis a mais do que na semana anterior


As sucessivas – e esperadas – reduções dos preços da gasolina nas refinarias da Petrobras, após aumentos expressivos no início do ano, estão finalmente refletindo nos valores para abastecimento nos postos de todo o país.

Conforme os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana de 28 de março a 3 de abril, tanto o etanol quanto a gasolina apresentaram queda nas bombas.

O renovável caiu mais, 4,6%, e seu preço médio voltou a ficar abaixo da linha dos R$ 4,00 por litro depois de três semanas. Na análise mais recente, ele foi de R$ 3,88/L, redução que não necessariamente foi acompanhada pelo valor nas usinas.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, o hidratado subiu 0,39% nas usinas de São Paulo e 0,92% em Goiás. Em Mato Grosso, por outro lado, ele caiu 3,84%.

Nos postos, a gasolina apresentou a queda de 1,8% no comparativo semanal e ficou em R$ 5,451/L. Esta é a segunda redução consecutiva após 13 semanas de aumentos.

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É importante reiterar que todas essas comparações não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis da ANP ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras.

Na semana analisada, foram pesquisados os postos de 196 municípios, seis a mais do que os do período anterior. Desta forma, a comparação semanal segue comprometida, uma vez que o número de localidades pesquisadas muda a cada análise.

Variações nos estados

Na semana de 28 de março a 3 de abril, os preços do etanol subiram na média dos postos de seis estados do país e caíram em 20 e no Distrito Federal. Já a gasolina apresentou queda em todo o país, exceto em Mato Grosso do Sul e na Paraíba. 

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São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol no país, segue registrando o menor valor médio do renovável na análise: R$ 3,658/L. No comparativo semanal, a queda de 5,04% no valor de comercialização foi uma das maiores do país. Já a gasolina caiu menos, 1,34%.

Desta forma, a relação entre os preços dos combustíveis foi para 69,8%, ficando abaixo do limite comercialmente estabelecido em 70% e favorável para o etanol pela primeira vez em seis semanas. A pesquisa foi feita em 57 cidades paulistas, cinco a mais no comparativo semanal.

Minas Gerais apresentou a mesma relação, com o etanol custando o equivalente a 69,8% do preço da gasolina; com isso, o biocombustível foi considerado competitivo pela primeira vez em seis semanas. Isso se deveu à queda de 4,2% no valor do renovável, que ficou em R$ 3,298/L, enquanto seu concorrente fóssil caiu menos, 1,83%. O número de municípios mineiros participantes da pesquisa subiu para 18.

Já Goiás apresentou a relação mais favorável para o etanol no país, 69,3%, depois de três semanas acima da linha comercialmente estabelecida. Isso se deve à expressiva queda no preço do biocombustível, de 5,51% – a segunda maior dentre os estados –, que chegou a R$ 3,925/L. Como a gasolina caiu menos, 2,02%, a relação entre os preços favoreceu o renovável. O número de municípios pesquisados no estado foi para cinco.

Mato Grosso também registrou queda no indicador, que ficou em 69,5%, abaixo do limite favorável para o etanol pela primeira vez em três semanas. Isso é consequência da maior redução no valor do biocombustível vista no país, 7,47%, chegando a R$ 3,777/L. A gasolina, por sua vez, caiu menos, 2,37%. A quantidade de cidades participantes do levantamento no estado caiu para três.

Mato Grosso do Sul, por sua vez, foi um dos poucos estados onde o renovável subiu no comparativo semanal. O aumento de 6,5% foi o maior do país, fez com que o biocombustível chegasse aos R$ 4,506/L e o desvalorizou ainda mais perante a gasolina. Com o acréscimo de apenas 0,97% no preço do combustível fóssil, a relação entre os valores chegou a 78,9%, a pior dentre os principais produtores de etanol no país. No estado, a pesquisa foi realizada em apenas uma cidade, Dourados.

Já o Paraná apresentou a queda de 5,56% no preço do renovável, que ficou em R$ 3,840/L. Com a redução de 2,06% para a gasolina, a relação entre os preços foi para 73,5%, ainda acima do limite comercialmente estabelecido como favorável, mas a melhor em cinco semanas. No estado, o número de cidades pesquisadas se manteve em 12.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 28 de março e 3 de abril, 196 cidades foram pesquisadas, seis a mais do que no período anterior. Ainda assim, o levantamento deixou de fora a capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. Além disso, algumas localidades deixaram de ser pesquisadas no comparativo semanal, mudando o número de participantes em alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está bem abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Rafaella Coury – novaCana.com


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