Etanol: Preços

Combustíveis em baixa: Etanol volta a ser competitivo na média do país

Relação entre os preços dos combustíveis ficou em 69,8% na semana; São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás apresentam biocombustível abaixo da linha de 70%


NovaCana - 12 abr 2021 - 10:19

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 4 a 10 de abril:

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  1. Preço médio da gasolina nas cidades pesquisadas caiu 0,06% e o do etanol, 1,96%

  2. Na média nacional, o valor do combustível renovável correspondeu a 69,8% do preço de comercialização do fóssil

  3. O consumo de etanol segue economicamente vantajoso em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  4. O biocombustível novamente caiu nas usinas Mato Grosso, mas subiu em São Paulo e Goiás

  5. O levantamento de preços da ANP foi realizado em 198 municípios, dois a mais do que na semana anterior


O preço médio dos combustíveis nas bombas dos postos de todo o país novamente apresentou queda no comparativo semanal. Além disso, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) demonstram que as variações favoreceram o etanol na média nacional.

Na semana de 4 a 10 de abril, o biocombustível caiu 1,96%, indo de R$ 3,88 por litro para R$ 3,804/L. A redução foi menor do que as registradas nas análises anteriores, porém é a terceira consecutiva após meses de aumentos.

Nas principais usinas produtoras do país, por outro lado, o cenário é majoritariamente de aumentos. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, o hidratado subiu 2,5% em São Paulo e 4,98% em Goiás. Em Mato Grosso, por sua vez, ele segue caindo, com a variação de -0,67% na semana de 5 a 9 de abril.

Por sua vez, a gasolina caiu menos nos postos, apenas 0,06% no comparativo semanal, ficando em R$ 5,448/L. Esta variação está próxima do que foi observado nas refinarias, onde o preço do combustível permaneceu inalterado na semana em questão.

Como o valor da opção fóssil caiu menos do que o da renovável, a relação entre eles foi para 69,8%, abaixo da linha comercialmente estabelecida em 70% pela primeira vez em sete semanas, o que favorece o etanol.

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É importante lembrar que essas comparações não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis da ANP ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras.

Na semana analisada, foram pesquisados os postos de 198 municípios, dois a mais do que no período anterior. Desta forma, a comparação semanal segue comprometida, uma vez que o número de localidades pesquisadas muda a cada análise.

Variações nos estados

Na semana de 4 a 10 de abril, o preço do etanol novamente subiu na média dos postos de seis estados do país, caiu em 19 e no Distrito Federal, e se manteve no Amapá. Já a gasolina apresentou aumento em dez estados.

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São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol no país, registrou o segundo menor valor médio do renovável, R$ 3,585/L, com a queda de 2% no comparativo semanal. A gasolina, por sua vez, caiu menos, 0,27%.

Com estas variações, a relação entre os preços dos combustíveis reduziu para 68,6%, abaixo do limite comercialmente estabelecido em 70% e novamente favorável para o etanol. A pesquisa foi feita em 58 cidades paulistas, uma a mais do que na semana anterior.

Já Minas Gerais apresentou uma relação mais competitiva para o renovável, de 67,3%, graças à redução de 1,4% no valor do etanol, enquanto a gasolina subiu 2,26%. Nos 18 municípios mineiros pesquisados, mesmo número da última análise, o biocombustível ficou em R$ 3,873/L, em média.

Goiás, por sua vez, registrou aumento para ambos os combustíveis, de 0,79% para o etanol – que ficou em R$ 3,956/L – e de 0,62% para a gasolina. Desta forma, a relação entre os preços subiu ligeiramente no comparativo semanal, ficando em 69,4%, ainda favorável para o biocombustível. Foram pesquisadas seis cidades goianas, uma a mais do que na semana anterior.

O estado com a menor relação entre os preços dos combustíveis, ou seja, com o etanol mais competitivo, é Mato Grosso, com 66,7%. Isso se deve à queda de 5,32% no valor médio do renovável – a segunda maior do país –, enquanto a gasolina caiu menos, 1,38%. Com esta redução, o biocombustível atingiu o menor preço da pesquisa, R$ 3,576/L. A quantidade de cidades participantes do levantamento no estado subiu para quatro.

Mato Grosso do Sul registrou a maior queda para o etanol no país, de 8,19%, chegando aos R$ 4,137/L. Com a redução de 2,28% para a gasolina, a relação entre os preços foi para 74,1%, ainda acima do limite estabelecido em 70%, mas menor do que na semana anterior. No estado, a pesquisa foi realizada na capital Campo Grande e em Dourados.

Já o Paraná apresentou a queda de 2,89% no preço do renovável, que ficou em R$ 3,729/L. Com a redução de 1,26% para a gasolina, a relação entre eles foi para 72,3%, ainda acima do limite comercialmente estabelecido como favorável, mas a melhor em seis semanas. No estado, o número de cidades pesquisadas caiu para 11.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 4 e 10 de abril, 198 cidades foram pesquisadas, duas a mais do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades, porém, deixaram de ser pesquisadas no comparativo semanal, mudando o número de participantes em alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está bem abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Rafaella Coury – NovaCana


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