Etanol: Preços

Com aumento discreto nas bombas, etanol segue desfavorável perante a gasolina

Abastecer com o biocombustível só é considerado economicamente vantajoso em São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais


novaCana.com - 27 jan 2020 - 10:42

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 19 a 25 de janeiro:

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  1. Preço médio da gasolina subiu 0,17% e o do etanol, 0,19%

  2. Na média nacional, o preço do renovável correspondeu a 70,7% do valor de comercialização do combustível fóssil

  3. Em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, o consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas

  4. O preço do etanol nos postos aumentou em 22 estados e no Distrito Federal, diminuiu em três e não foi registrado no Amapá

  5. O preço do biocombustível caiu nas usinas de São Paulo, mas subiu em Mato Grosso e Goiás


Depois de semanas de desvalorização do etanol ante a gasolina nas bombas dos postos de todo o país, a variação dos preços na última análise trouxe uma estabilidade para o renovável.

De acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre 19 e 25 de janeiro, o preço do etanol correspondeu – novamente – a 70,7% do valor da gasolina. O resultado mantém o biocombustível acima do limite considerado favorável comercialmente.

A estabilidade entre as duas análises aconteceu devido ao aumento similar nos preços de ambos os combustíveis. Enquanto o etanol passou de R$ 3,241 por litro para R$ 3,247/l, uma variação de 0,19%, a gasolina passou de R$ 4,586/l para R$ 4,594/l, um crescimento de 0,17%.

Este é o maior valor médio do etanol na série histórica nacional, registrada desde 2004.

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Variação nos estados

Conforme dados da ANP, na semana de 19 a 25 de janeiro, o preço do etanol nos postos aumentou em 22 estados e no Distrito Federal, diminuiu apenas em São Paulo, Santa Catarina e no Pará, e não foi registrado no Amapá.

Com isso, o biocombustível permanece competitivo apenas nos estados de Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

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Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o combustível segue no limite da competitividade, custando o equivalente a 69,6% do valor da gasolina. Na semana, houve uma redução de 0,39% no valor – uma das únicas diminuições da análise –, com o etanol chegando a R$ 3,061/l, enquanto a gasolina caiu mais, 0,59%. Este é o menor valor médio para o renovável no país.

Já Mato Grosso apresentou um aumento de 0,87% para o etanol, chegando a R$ 3,145/l. Como a gasolina subiu 0,02%, a relação entre os preços foi de a 65,9%, mantendo o biocombustível como o mais competitivo do país.

Em Minas Gerais, o etanol subiu 0,43% e a gasolina caiu 0,08%. Desta forma, a relação entre eles foi para 68,7%. Ainda que permaneça favorável ao etanol, o índice está cada vez mais próximo do limite da competitividade.

Goiás, por sua vez, registrou o aumento de 0,99% para o biocombustível, que ficou em R$ 3,372/l, e de 0,17% para o fóssil. Assim, a relação entre eles passou para 70,8%, considerada desfavorável para o etanol.

No Paraná, o etanol teve um aumento de 0,22% e a gasolina baixou 0,07%. A relação entre os preços, que chegou a 74,4%, também segue acima do limite considerado favorável para o biocombustível.

O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores: o primeiro é Mato Grosso do Sul, com índice de 83,8%. Ainda que siga sem etanol competitivo, o resultado está mais favorável para o renovável que o observado na semana anterior.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Usinas

Na análise mais recente, as usinas de Mato Grosso e Goiás apresentaram aumentos no valor de comercialização do etanol hidratado, porém São Paulo demonstrou queda. O Indicador Cepea/Esalq em São Paulo caiu 0,33% na semana analisada.

Já Mato Grosso apresentou o aumento de 0,46% e Goiás, de 0,28%, na cotação do etanol hidratado em relação à última análise.

Rafaella Coury – novaCana.com