Etanol: Mercado

“O mercado demanda E2G”, declara vice-presidente de etanol da Raízen

Francis Queen cita que a Europa está em busca de uma solução para combustíveis que não tenha concorrência com a produção de alimentos


NovaCana - 09 nov 2022 - 09:37

Um antigo revés industrial tem potencial para se tornar uma grande oportunidade para o setor sucroenergético. É assim que o vice-presidente executivo de etanol, açúcar e bioenergia da Raízen, Francis Queen, define a biomassa da cana-de-açúcar.

“Nossa indústria queimava palha no campo e ainda tinha incinerador de bagaço. A biomassa era um problema”, declarou na última Conferência Datagro sobre açúcar e etanol, realizada em São Paulo (SP).

Atualmente, apesar de muitas usinas terem se tornado autossuficientes na geração de energia por meio de termelétricas a bagaço de cana, ele ainda considera o uso deste resíduo agrícola como sendo “bastante ineficiente”.

Já em relação à palha da cana-de-açúcar, Queen observa: “Hoje, a gente deixa na nossa área de produção porque não temos o que fazer com essa biomassa”.

Assim, o executivo reforça que as sucroenergéticas poderiam ser mais produtivas. Para que isso aconteça, um dos principais fatores é o uso de tecnologia. “Foi esse o caminho que a Raízen trilhou, buscando soluções para usar toda a energia que a planta estava produzindo no campo”, afirma.

Ele relata que a gigante sucroenergética, que atualmente comanda 35 usinas, investiu em diversas áreas, como a fabricação de biogás a partir da vinhaça – o volume deste resíduo rico em matéria orgânica pode chegar a até 12 litros para cada litro de etanol produzido. “A vinhaça tem muita energia para ser aproveitada”, destaca o vice-presidente.

Queen ainda menciona o etanol de segunda geração (E2G). Segundo o executivo, este é o produto mais eficiente a partir da biomassa. Apesar disso, existem ainda outras opções, como o pellet, uma alternativa para substituir o carvão para combustão.

Ele projeta que, logo, a energia da cana poderá ser utilizada para fabricação de um novo portifólio. “O excedente de biomassa ainda tem potencial para se transformar em outros produtos”, afirma.

Por sua vez, o diretor industrial corporativo da Raízen, Juliano Oliveira, abordou outras estratégias da Raízen nesse sentido, ressaltando que a companhia se tornou um “ecossistema integrado”, indo do campo até o consumidor.

No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, confira mais detalhes sobre os novos produtos que podem ser fabricados a partir da biomassa, assim como os planos da Raízen para o etanol de segunda geração.


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