BASF
Etanol: Importação

Feplana critica declaração de Maggi sobre possível fim da taxa ao etanol importado


AFCP - 17 jan 2018 - 11:16

Na tarde de ontem (16), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que a pasta irá estudar a possibilidade de reverter a taxa de importação de 20% sobre o etanol dos Estados Unidos para volumes maiores de 600 milhões de litros ao ano.

A tarifa, que tem validade de dois anos, foi adotada em setembro após meses de conversas entre o governo e o setor produtivo, motivadas pelos grandes volumes de etanol dos Estados Unidos que estavam entrando no país ao longo de 2017. A maior parte desse combustível é direcionada ao mercado nordestino e compete diretamente com a produção local.

Assim, em uma reação direta à declaração de Maggi, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) classificou a movimentação do ministro da Agricultura como “descabida”. A entidade denuncia “uma visível manobra de moeda de troca para tentar negociar com o governo estadunidense o fim da suspensão pelos EUA de importações de carne do Brasil”.

Para o presidente da entidade, Alexandre Andrade Lima, o fim da taxação prejudicaria um segmento da agropecuária nacional em benefício de outro, atendendo ainda o interesse de países estrangeiros em prejuízo aos produtores brasileiros. “É flagrante essa intenção de prejudicar o etanol do Brasil para talvez conseguir restabelecer a entrada da carne brasileira nos EUA”, diz.

Ele ainda lembra que, durante as conversas com o governo para a implementação do imposto, Maggi havia se posicionado a favor da taxação. “É possível que ele tenha sido mal interpretado ou induzido a algum erro no posicionamento adotado junto à mídia, já que anteriormente defendeu e ajudou o setor canavieiro”, pondera.

Além disso, Lima classifica os motivos alegados por Maggi como falaciosos. O ministro afirmou que a elevação dos preços da gasolina tornaria a proteção ao etanol brasileiro desnecessária, uma vez que ela já permitiria um aumento dos preços do biocombustível aos produtores, melhorando as margens de lucro.

“A questão do preço da gasolina está ligada à variação do mercado global do petróleo, não tendo relação com o etanol, que sofre quando o preço cai”, critica o presidente Feplana, que ainda complementa: “O governo dos EUA faz de tudo para proteger o produtor nacional, enquanto é bem agressivo com os mercados externos. Acredito que é dever do governo do Brasil defender também o seu produtor e que o ministro Blairo tem agido nesta direção”.

Com edição novaCana.com


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail