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Etanol: Mercado: Gasolina

Valorização do real diminui chance de reajuste da gasolina


Valor Econômico - 03 out 2013 - 10:27 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Na avaliação d coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Rafael Costa Lima, a recente valorização do real aumenta a probabilidade de que os preços atuais da gasolina e do diesel sejam mantidos, já que a depreciação cambial seria a principal justificativa para que a Petrobras fizesse uma correção nas refinarias ainda este ano. Em sua estimativa para alta do indicador para 2013, revisada de 4,8% para 4,3%, a instituição não conta com um reajuste dos combustíveis até o fim do ano.

"Minha principal preocupação em relação ao câmbio é a defasagem entre os preços internos e externos da gasolina, que continua alta, mas como o câmbio cedeu, talvez tenha aumentado a probabilidade de o governo bancar essa defasagem", disse Lima, para quem um possível aumento dos combustíveis poderia mudar seu cenário de inflação relativamente moderada nos meses finais do ano.

Na passagem de agosto para setembro, o grupo transportes deixou deflação de 0,11% para alta de 0,12%. A principal influência positiva partiu do item veículo próprio, que saiu de queda de 0,06% para avanço de 0,19%, com alta de 0,06% nos veículos novos e de 0,30% nos usados. Os transportes coletivos tiveram variação nula no período, mesma taxa observada no fechamento de agosto, enquanto o etanol caiu 0,50% e a gasolina acelerou ligeiramente (0,08%). "A safra de cana de açúcar já praticamente se encerrou, então a relação de preços entre etanol e gasolina parou de cair e está oscilando em torno de 63%", disse Lima.

Arícia Martins
Trecho extraído da matéria "Fipe corta de 4,8% para 4,3% estimativa para alta do IPC em 2013"


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