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Etanol: Mercado: Gasolina

Tendência é gasolina acompanhar preço internacional, diz Mantega


Folha de S. Paulo - 06 fev 2013 - 09:26

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a "tendência" e a "tentativa" do governo é que a gasolina acompanhe a evolução do preço do petróleo.

"Nós procuraremos estar mais colados à avaliação do preço do barril de petróleo lá fora para que não haja nenhum prejuízo para a Petrobras", disse o ministro.

Para ele, esse ajuste é importante porque a Petrobras paga o preço do barril de petróleo internacional quando importa derivados de petróleo e que há um "descolamento" entre os preços no exterior e no Brasil.

Mantega, no entanto, ressaltou que o governo acaba de aumentar o preço da gasolina. "Portanto, não me parece oportuno falar em um novo aumento."

O ministro ressaltou também que a gasolina subiu acima da inflação para a Petrobras nos últimos anos.

"A gasolina subiu bastante para a Petrobras nos últimos anos, mas não para o consumidor, porque nós neutralizamos com a Cide [imposto federal dos combustíveis]", disse Mantega. "Acho que a gasolina subiu 85% em cinco anos, enquanto o IPCA [índice oficial que mede a inflação] subiu cerca de 60%."

Mudança no discurso
A fala do ministro da Fazenda vai ao encontro da declaração da presidente da estatal, Graça Foster. Hoje pela manhã, em conferência com analistas para comentar o balanço da Petroras, ela disse que ainda busca mais reajustes no preço do combustível.

"Com relação à política [de reajuste] de preços, tivemos intensas discussões com o controlador [o governo federal]", disse a executiva. Ela pleiteia os reajustes para injetar recursos em caixa na companhia para realizar seu plano de investimento e evitar a alta do endividamento --já observada no balanço de 2012.

Entre 2012 e janeiro deste ano, a companhia aumentou três vezes o preço do diesel (alta acumulada de 16,1%) e duas vezes a gasolina (alta de 14,9%). Os percentuais não corrigem, porém, a defasagem frente ao mercado externo e os reajustes foram contidos diante do receio do governo quanto à pressão inflacionária.

Prejuízo com importações
A importação de gasolina pela estatal foi um dos principais fatores responsáveis por reduzir o lucro da Petrobras em 2012.

Devido ao crescimento nas compras externas de derivados de petróleo, vendidos com preços mais baixos no mercado interno, a área de abastecimento da Petrobras contabilizou prejuízo de R$ 22,9 bilhões no ano passado.

Para 2013, a previsão do diretor da área da companhia, José Carlos Cosenza, é de que as importações devem crescer mais 22% --já considerando o aumento da mistura do etanol de 20% para 25%.

Queda de ações
As ações da estatal tiveram forte queda hoje, após a divulgação do balanço da empresa na noite de ontem mostrar que o lucro caiu 36% em 2012.

Apesar do resultado, o ministro minimizou os efeitos da queda no preço dos papéis da empresa. "Variações costumam acontecer. Ontem mesmo as Bolsas estavam em alta, hoje caíram. O fator que determina isso às vezes é interno, às vezes é externo. Por isso que chama ´renda variável´".

Carolina OMS


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