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Etanol: Mercado: Gasolina

Petrobras anuncia redução de 7% na gasolina na refinaria, ou R$ 0,25 por litro


UOL - 01 set 2022 - 10:34

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 1º, que, a partir de sexta-feira, o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,53 para R$ 3,28 por litro, redução de R$ 0,25 por litro.

“Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, afirmou em nota a estatal.

Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,57, em média, para R$ 2,39 a cada litro vendido na bomba.

Essa foi a terceira vez consecutiva que a estatal diminuiu o preço da gasolina vendida às distribuidoras. A primeira foi em 19 de julho, quando a Petrobras informou que o valor do combustível seria reduzido em R$ 0,20 por litro, de R$ 4,06 para R$ 3,86.

Depois, no fim de julho, houve redução de R$ 0,15 por litro no preço da gasolina para as distribuidoras, em que o preço médio de venda do combustível da estatal passou de R$ 3,86 para R$ 3,71 por litro.

Dividendos de R$ 43,9 bilhões a acionistas

A Petrobras informou que aprovou o pagamento recorde de R$ 87,8 bilhões a acionistas. O repasse foi dividido em duas parcelas, com montantes iguais nos meses de agosto e setembro. Desse total, o governo federal receberá R$ 32 bilhões, segundo a estatal. O valor se soma a outros R$ 32 bilhões já repassados à União em 2022, e deve ser usado para ajudar a bancar o pacote de auxílios capitaneado como estratégia eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A primeira parcela foi paga ontem, 31. A segunda será em 20 de setembro. O valor representa R$ 6,73 por ação preferencial e ordinária. “A aprovação do dividendo proposto é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia no curto, médio e longo prazo e está alinhada ao compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas, assim como às melhores práticas da indústria mundial de petróleo e gás natural”, informou a Petrobras.

A empresa foi alvo de constantes críticas de Bolsonaro, que diz ver com maus olhos a alta no preço dos combustíveis, anunciada depois de a estatal declarar lucro recorde no primeiro trimestre deste ano.

O mandatário evita citar que o governo federal recebeu R$ 18 bilhões em dividendos da estatal, referentes àquele período. De 2019 a 2021, o governo havia arrecadado outros R$ 34 bilhões em dividendos. Ao UOL, o Ministério da Economia informou que o montante é usado para o abate da dívida pública, avaliada atualmente em R$ 5,5 trilhões.

Na avaliação do professor de direito econômico da Universidade de São Paulo (USP) Gilberto Bercovici, esses repasses representam um desvio do interesse público. “Não se trata de como a União emprega os valores que recebe da Petrobras. O problema é que esse dinheiro tem ido excessivamente para pagar dividendos. O interesse público é que a Petrobras seja capaz de ampliar sua infraestrutura e atuação e garantir preço justo de combustível – e não enriquecer acionistas”.

Relatório do Bradesco, publicado em maio deste ano, mostra que de 2011 a 2021 o governo federal recebeu 15 vezes mais do que acionistas minoritários da Petrobras por meio de impostos e dividendos pagos pela estatal.

Segundo os analistas Gustavo Sadka e Vicente Falanga, que assinam o estudo, em 10 anos, a União recebeu R$ 1,4 trilhão. O relatório não especifica quanto desse valor é proveniente de dividendos e quanto são impostos. No mesmo período, os sócios minoritários ganharam R$ 94 bilhões.


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