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Etanol: Mercado: Gasolina

Petrobras anuncia alta no preço da gasolina e do diesel nas refinarias


UOL - 06 dez 2016 - 08:29

A Petrobras informou nesta segunda-feira (5) que vai subir o preço dos combustíveis nas refinarias, para que fiquem mais alinhados com os preços no exterior. A gasolina ficará 8,1% mais cara, em média, e o óleo diesel, 9,5%.

A mudança é no preço das refinarias, o que significa que o preço final para o consumidor pode não subir, necessariamente, na mesma proporção: "Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de petróleo, especialmente distribuidoras e postos de combustíveis".

O aumento entra em vigor nesta terça-feira. Se o ajuste for integralmente repassado ao consumidor, afirmou a Petrobras, o diesel pode subir 5,5%, ou cerca de R$ 0,17 por litro, e a gasolina 3,4%, ou R$ 0,12 por litro.

"Quando o preço sobe, ele sobe de foguete, quando ele desce, desce de paraquedas, essa é a realidade desse setor. É sintoma de mercado de distribuição que sofre de concentração", disse à Reuters o diretor-secretário da Fecombustíveis, Emílio Martins.

A estatal havia anunciado duas vezes queda nos preços para as refinarias – em 14 de outubro e em 8 de novembro. Porém, em muitos Estados os preços nas bombas subiram em vez de cair.

Preços serão revistos ao menos uma vez por mês

A medida faz parte de uma nova política de preços adotada pela direção da empresa no mês passado.

Essa política é norteada por dois fatores: o preço do petróleo no mercado internacional (incluindo gastos com transporte e taxas portuárias) e uma margem para lucro, impostos e proteção de riscos, como variações na cotação do dólar.

"As principais variáveis que explicam a decisão do Grupo Executivo são o aumento observado nos preços do petróleo e derivados e desvalorização da taxa de câmbio no período recente"

A empresa diz que não vai cobrar preços abaixo dos praticados no exterior, ou abaixo dos custos.

Os preços do petróleo no mercado internacional chegaram a subir até 19 por cento desde que um acordo Opep foi fechado na quarta-feira passada. No acumulado da semana passada, a commodity avançou 12,2 por cento, na maior alta semanal desde fevereiro de 2011.

No Brasil, os preços da gasolina e do diesel serão revistos pelo menos uma vez por mês pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços da Petrobras, formado pelo presidente da estatal, Pedro Parente, o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Ramos, e o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Ivan Monteiro.

Petrobras não repassou preços no passado

A política de preços da Petrobras foi alvo de críticas no passado, principalmente no governo da presidente Dilma Rousseff. Os preços dos combustíveis no Brasil são controlados pelo governo, que é sócio majoritário da petroleira.

A estatal mantém o monopólio na produção e importação do combustível no país. Em geral, a empresa compra combustíveis no exterior e revende-os no país.

No início do ano, a cotação do petróleo no mercado internacional caiu a níveis históricos, mas a Petrobras decidiu não repassar essa queda para o preço dos combustíveis. Ao importar combustível mais barato e vendê-lo pelo mesmo preço de antes, os ganhos da Petrobras com a revenda aumentaram.

Na época, críticos afirmaram que, ao manter os preços artificialmente, o governo estava usando a política de preços para recuperar parte do que perdeu quando o petróleo estava caro lá fora --e o preço não subiu aqui-- e para tentar aliviar as contas da Petrobras, em meio a um endividamento muito grande da companhia.

A então presidente Dilma Rousseff disse, na ocasião, que "o governo não tem nada a ver com subir ou baixar o preço da gasolina" e que cabe à Petrobras avaliar se é o caso de reduzir os preços dos combustíveis no país.

Com informações adicionais da Reuters e edição novaCana.com


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