Etanol: Mercado: Gasolina

Gasolina terá 25% de etanol a partir de 1º de maio


O Estado de S. Paulo - 31 jan 2013 - 08:26

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo irá antecipar para 1º de maio a elevação da mistura de álcool na gasolina, dos atuais 20% para 25%. A medida é uma maneira de atenuar o impacto do aumento de preços do combustível nas refinarias no preço final dos postos.A sinalização anterior da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) era de que o aumento ocorreria até 1º de junho deste ano, mas a decisão de elevar o preço da gasolina mudou o cronograma. Lobão esteve reunido com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e representantes do setor sucroalcooleiro.

A Petrobrás anunciou na terça-feira um reajuste de 6,6% para a gasolina e de 5,4% para o diesel nos preços de venda nas refinarias. Os novos valores já estão em vigor. Analistas calculam que a alta da gasolina na bomba deverá ficar entre 4% e 5,3%.

Lobão afirmou que o setor garantiu "de mãos juntas" que dará conta de elevar a mistura de etanol à gasolina, de 20% para 25%, a partir de 1º de maio. "O setor garante que vai produzir cerca de 26 bilhões a 27 bilhões de litros de etanol", disse, ressaltando que a safra anterior rendeu 22 bilhões de litros. Se não derem conta, o prazo seria ampliado, voltando para junho.

Lobão afirmou que, no ano passado o governo, por meio do BNDES, colocou à disposição do setor crédito de R$ 4 bilhões. Ele ressaltou que os produtores usaram cerca de R$ 2,7 bilhões, mas investiram no total R$ 7,5 bilhões. "O setor fez investimentos com recursos próprios", disse.

Sobre outras medidas de estímulo ao setor, o ministro informou isso está "sempre em estudo".

Segundo o ministro, o governo vai fiscalizar o repasse do aumento dos preços da gasolina para o consumidor. "O governo concedeu aumento de 6,6% e vai fiscalizar rigorosamente por meio da ANP. Não pode chegar a esse patamar de 10%. Se chegou é irregular", disse o ministro ao deixar a reunião em que discutiu o assunto no Ministério da Fazenda com representantes do setor.

Quando o plano de negócios da estatal para o período de 2012 a 2016 foi fechado, no ano passado, a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, afirmou que o preço da gasolina estava com uma defasagem de 15%. Parte disso foi recomposta ainda em 2012, com o reajuste de 7,8% dado às refinarias. Esse reajuste não chegou ao consumidor: o governo zerou o principal tributo cobrado do setor, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Agora sem a Cide, a elevação vai chegar aos postos.

Com informações agrupadas do Valor Econômico e O Estado de S. Paulo