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Dilma Rousseff reconhece crise no setor de etanol e acena com desonerações, caso reeleita


Agência Estado - 06 ago 2014 - 14:34
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Em sabatina promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a presidente Dilma Rousseff reconheceu a situação complicada do setor e que uma estrutura de financiamento 'mais favorável' vai garantir a lucratividade do setor de etanol no Brasil.

"Agora é fundamental perceber que o setor passou por uma crise, e que esse processo de crise está sendo absorvido sistematicamente. E obviamente acredito também que estruturas de financiamento mais favoráveis ao etanol vão garantir ampliação da lucratividade", afirmou a presidente, após participar de sabatina promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Dilma disse nesta quarta-feira que pode considerar novas desonerações tributárias para estimular a cadeia de etanol. "Acredito também que vai ser importante olhar o setor, como já desoneramos PIS e Cofins dentre outras questões, podemos fazer", disse Dilma em entrevista coletiva, após apresentar suas propostas para o setor agrícola na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Durante a apresentação aos representantes dos produtores, Dilma evitou fazer promessas para um eventual segundo mandato e se limitou a defender as ações do governo, principalmente na ampliação e no barateamento do crédito para o setor. 

Política clara X Cide
A presidente também foi questionada a respeito do retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina. 'Eu acho que aumentar a Cide para qualquer setor impacta no que se chama arrecadação de tributos. Há que se justificar a Cide para qualquer coisa; acredito que a política em relação ao etanol tem de ser uma política bastante clara', respondeu. 

A falta de regras claras na gestão atual do Governo Federal é justamente um dos pontos mais criticados pelos empresários do setor sucroalcooleiro. 

A Cide, que incidia sobre a importação e a comercialização de petróleo e derivados, gás natural e álcool etílico combustível, foi zerada pelo governo federal como forma de compensar o reajuste nos preços da gasolina e do diesel. A intenção era evitar que a alta chegasse até o bolso do consumidor. A Cide zerada, contudo, é mais uma das críticas do setor sucroalcooleiro ao governo, alegando que isso tira a competitividade do etanol.

"O etanol nosso de cana é um produto que tem competidor internacional, que é o etanol de milho americano. O etanol de cana terá de ser competitivo com o etanol de milho e a política do governo é ajudar nessa competitividade. Através do quê? Da contínua e sistemática adoção de tecnologias", disse a presidente.

A presidente disse ainda que o governo federal estuda em conjunto com a Anfavea, associação das montadoras de automóveis, a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina dos atuais 25 por cento para 27,5 por cento.

Com informações adicionais da Reuters e do novaCana.com