Etanol: Mercado: Gasolina

Banco Central diz que gasolina deve subir este ano, mas não sabe quanto


G1 - 27 mar 2014 - 15:46

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, disse nesta quinta-feira (27) que a gasolina deve subir este ano, mas não sabe qual vai ser o reajuste. No mês passado, a instituição projetava reajuste zero até dezembro. O problema é que somente nos dois primeiros meses de 2014 houve um aumento de 0,6% nos postos.

Nesta quinta-feira, por meio do relatório de inflação, a autoridade monetária informou que projeta um aumento de 5% para os preços administrados neste ano, contra a expectativa anterior de 4,5%. Os preços administrados contemplam, entre outros, ônibus interestaduais, energia elétrica residencial, água, planos de saúde, serviços farmacêuticos e telefonia e gasolina.

"Nesses 5% [de aumento estimado pelo BC para os preços administrados neste ano], tem aí algum aumento para a gasolina, que eu não saberia dizer quanto é. Não sei se é além dos 0,6% [de alta na gasolina registrados até fevereiro]", declarou o diretor do BC, Carlos Hamilton, a jornalistas.

Reajustes feitos em 2013
No ano passado, houve dois reajustes nos preços da gasolina. O primeiro aconteceu em janeiro, quando a Petrobras reajustou o diesel em 5,4% e a gasolina, em 6,6%. O último reajuste aconteceu no fim de novembro - momento no qual a Petrobras anunciou que os preços da gasolina e do diesel foram reajustados nas refinarias, sendo que a alta foi de 4% para a gasolina e de 8% para o diesel.

Nova política de preços
A Petrobras informou, também no fim de novembro, que o conselho de administração da estatal aprovou a implementação de uma nova política de preços, mas "por razões comerciais, os parâmetros da metodologia de precificação serão estritamente internos à companhia".

"Caberá ao Conselho de Administração avaliar a eficácia da política de preços da Petrobras por meio da evolução dos indicadores de endividamento e alavancagem da Companhia", diz o comunicado.

Em outubro, a Petrobras apresentou uma nova metodologia de reajuste, de forma a trazer maior previsibilidade do alinhamento dos preços domésticos do diesel e da gasolina aos praticados no mercado internacional. A proposta, no entanto, encontrou resistência por parte do governo.

Energia elétrica
O BC também admitiu nesta quinta-feira que a energia elétrica residencial vai subir mais neste ano. A expectativa anterior da autoridade monetária, feita no fim de fevereiro, era de que os preços da energia avançariam 7,5% neste ano. A nova previsão, anunciada no relatório de inflação, divulgado hoje, é de que a alta será um pouco maior: de 9,5% em 2014.

O diretor do BC respondeu que a alta na projeção "deriva dos modelos que nós utilizamos". "Não houve nenhuma mudança nas ferramentas que consideramos para projetar a inflação deste segmento. Agora, na medida em que vão surgindo novas informações, vamos atualizando nosso conjunto de informação e vamos atualizando as projeções", declarou ele.

Carlos Hamilton informou ainda que o BC não considerou o pacote anunciado recentemente pelo governo federal em sua estimativa. "Não existe nenhuma variável do modelo do pacote. É a metodologia que usamos tradicionalmente", acrescentou o diretor do BC.

Alexandro Martello


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