Etanol: Mercado: Futuro

Presidente da Canoeste aposta em um futuro positivo para o setor


NovaCana - 10 jun 2014 - 08:51
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Enquanto lideranças do setor descrevem o momento atual como um dos piores do setor sucroenergético, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) aposta que a partir de agora a curva será ascendente para os produtores de açúcar e álcool.

Representando aquele que é considerado o elo mais frágil da cadeia produtiva, Manoel Carlos de Azevedo Ortolan mostra um otimismo incomum, mas garante que está com os pés no chão. "Sob qualquer ótica, os fundamentos do futuro do setor são positivos. E esta não é uma visão ufanista. Ao contrário, é realista e bastante crítica. No momento, tudo nos indica estarmos saindo da curva em 'U' no qual a crise nos colocou", afirmou em coluna publicada no Jornal Paraná, em maio.

Ortolan admite que após 2007 a cadeia iniciou o mergulho no pior momento de sua história, mas aponta que este também foi o período em que a demanda para os subprodutos da cana cresceram de forma consistente e significativa, o que acredita, se mantenha até o final da década. Com o consumo de combustíveis impulsionado pelo estimulo à compra de veículos, ele diz, "projeções indicam que até 2020, teremos que construir número de usinas semelhante às instaladas entre 2005 e 2010 e dobrar a moagem para 1,2 bilhão de toneladas/ano".

O representante dos fornecedores de cana argumenta que, pela lógica, o atendimento à demanda por combustíveis deverá priorizar o desenvolvimento do etanol, evitando assim a perpetuação dos prejuízos à Petrobras com a importação de gasolina. Dois fatores pesam favoravelmente para o lado do biocombustível: o posicionamento dos formadores de opinião e a preocupação com o crescimento da poluição atmosférica.

"Diferentemente o que ocorreu em outras crises, formadores de opinião e representantes da academia têm defendido publicamente a correção na política de preços imposta à Petrobras com o objetivo de segurar os níveis de inflação. Isto denota que conseguimos conquistar importantes defensores do nosso biocombustível junto ao governo e na mídia", comemora Ortolan, apontando também que "outra pressão, muito forte, vem sendo exercida a partir do aumento de poluição nos centros urbanos o que provoca sérios problemas de saúde pública".

Com fundamentos positivos no horizonte, o presidente da Canoeste ressalta que o setor deverá também fazer sua parte na busca por maior eficiência e produtividade, além de se organizar como cadeia produtiva para ter mais força na mobilização.

"Estamos construindo mecanismos de pressão, todos absolutamente legítimos e democráticos, para sensibilizar governos e a opinião pública", defende a respeito de iniciativas como a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético. Como os problemas vividos pelo setor têm efeitos sobre a sociedade, coma a queda na arrecadação de municípios canavieiros, Ortolan vê a necessidade de ampliar o debate, sensibilizando as comunidades e as diferentes esferas governamentais.

novaCana.com

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