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Etanol: Mercado: Futuro

Indústria projeta aumento do etanol no mix das usinas no Brasil


Reuters - 04 fev 2013 - 14:53 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

O volume de cana-de-açúcar do Brasil que será destinado à produção de etanol deve subir na próxima temporada, e a indústria antecipa a possibilidade de alguma desoneração de impostos sobre o combustível, o que pode estimular ainda mais sua produção, disseram participantes de conferência no domingo.

As decisões da indústria sobre a produção dependem dos preços relativos do açúcar e do etanol. Se as vendas de açúcar renderem mais do que as de etanol, as usinas utilizam mais cana para o açúcar e vice-versa.

Em discurso durante a conferência do açúcar da Kingsman Dubai, que ocorre entre 2 e 5 de fevereiro, Mike Gorrell, presidente da Imperial Sugar Company, uma unidade da Louis Dreyfus Commodities, disse esperar que a participação do açúcar no mix de produção recue para entre 46 a 48 por cento em 2013/14, ante 49 por cento em 2012/13.

Isso implicaria em aumento da participação etanol para até 54 por cento no mix total de produção de cana, contra 51 por cento anteriormente.

A visão de Gorell coincide com a de outros traders e analistas presentes no evento de Dubai, que esperam uma elevação no volume de cana utilizado para a produção de etanol ao invés do açúcar a fim de tirar vantagem de uma maior mistura de etanol e do aumento dos preços da gasolina no Brasil.

Os produtores brasileiros de açúcar presentes na conferência em Dubai também mencionaram expectativas de que as autoridades brasileiras reduzam em breve a carga fiscal sobre o etanol, o que poderia aumentar o incentivo para as usinas produzirem mais etanol a partir da cana ao invés de açúcar.

O Brasil elevará a quantidade de etanol misturado à gasolina para 25 por cento, ante 20 por cento, em 1º de maio, disse Edison Lobão, ministro de Minas e Energia do país, na quarta-feira, uma medida que poderia ajudar a aliviar o aumento da importação de combustível.

A estatal brasileira Petrobras elevou os preços da gasolina e do diesel nas refinarias, em 6,6 por cento e 5,4 por cento, respectivamente, desde 30 de janeiro.

David Brough


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