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Etanol: Mercado: Futuro

Consumo mundial de etanol deve triplicar até 2035


O Estado de S. Paulo - 13 nov 2012 - 09:23
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O consumo mundial de etanol e biodiesel vai mais que triplicar nas próximas três décadas. Projeção apresentada ontem pela Agência Internacional de Energia (AIE) mostra que a demanda diária saltará para o equivalente a 4,5 milhões de barris por dia em 2035. Entre as razões está o consumo nos Estados Unidos, que vai mais que dobrar, e também o surgimento de novos clientes. Até lá, China e Índia devem, juntos, consumir o equivalente a 700 mil barris de etanol por dia.

O World Energy Outlook 2012 apresentado ontem em Londres traz uma boa notícia para os produtores de combustíveis renováveis, como o Brasil. Segundo a entidade, o consumo de etanol e biodiesel crescerá com mais velocidade nas próximas décadas.

Em 2010, a demanda mundial por etanol, por exemplo, equivalia a cerca de 1 milhão de barris por dia. Em 2035, será de 3,4 milhões de barris. O aumento virá de vários países. Nos EUA, o volume aumentará de 600 mil barris para 1,4 milhão por dia. A Europa, que praticamente não consumia etanol em 2010, vai precisar de cerca de 200 mil barris por dia em três décadas.

Entre os emergentes, o consumo brasileiro deve saltar de 300 mil barris por dia para 800 mil em 2035. Até a Ásia, cujo consumo atual nem sequer aparece nos dados da AIE, deve passar a ser um cliente importante, com demanda de 700 mil barris em 2035, sendo 500 mil da China e 200 mil da Índia.

Para o biodiesel, a tendência é a mesma e a demanda deve passar de 300 mil barris para 1,1 milhão de barris equivalentes em 2035. Nesse caso, o destaque é a Europa, cuja demanda diária deve passar de 200 mil barris para 500 mil barris. No Brasil, o consumo deve chegar a 100 mil barris/dia no mesmo período.

Com o aumento da importância do etanol e biodiesel na matriz energética, o Brasil deve chegar em 2035 com 35% da frota rodoviária usando combustíveis renováveis. Atualmente, 22% usam etanol ou biodiesel. O desempenho do setor no País é bem superior ao das outras regiões do mundo: em três décadas, a fatia dos renováveis deve chegar a 19% nos EUA, 13% na Europa e 4% na Ásia.