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Brasil tem meta de triplicar produção de biocombustíveis até 2030, diz fonte


Reuters - 01 dez 2016 - 18:40 - Última atualização em: 02 dez 2016 - 11:07

O Brasil trabalha em um plano que deverá traçar uma meta inicial de triplicar a produção de biocombustíveis do país até 2030, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto nesta quinta-feira.

A expectativa é que a iniciativa, que vem sendo chamada de RenovaBio, ajude o país a chegar a 2030 com uma produção de aproximadamente 100 bilhões de litros de biocombustíveis por ano, adiantou a fonte, sob a condição de anonimato porque o plano ainda não é público.

A meta é válida para etanol, biodiesel e biocombustíveis em geral. Em 2030 os números já consideram o país produzindo maior volume também de biogás e bioquerosene para aviação, cuja oferta local é hoje praticamente nula.

"Será uma revolução no setor", disse a fonte, que adiantou que o plano deverá focar principalmente uma agenda microeconômica para alavancar investimentos e emprego na área de biocombustíveis.

Na segunda-feira, autoridades do Ministério de Minas e Energia afirmaram que o plano RenovaBio será apresentado aos agentes do setor de biocombustíveis em uma reunião agendada para 13 de dezembro na sede da pasta.

O cronograma do governo prevê a abertura de uma audiência pública sobre o plano em 2017.

A ideia é que após esse processo de consulta o RenovaBio seja submetido a apreciação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que reúne autoridades federais do setor de energia, em meados do ano que vem.


nota novaCana: A expectativa de produzir 100 bilhões de litros de biocombustíveis apresentada pela fonte da Reuters soa como um exagero, uma vez que a previsão mais otimista do governo para que o etanol atinga as metas da COP21 são de 54 bilhões de litros. Já o setor de biodiesel espera alcançar uma produção de 18 bilhões de litros até 2030. Como não existe outro biocombustível capaz de alcançar escala no pipeline, a expectativa é de uma produção em torno de 72 bilhões de litros. Um desafio significativo, mas distante de 100 bilhões de litros.

Luciano Costa

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