BASF
Etanol: Exportação

Para Datagro, exportação de etanol foi 10 vezes menor que a informada; MDIC responde


novaCana.com - 02 mar 2016 - 17:06

Levantamento feito pela consultoria Datagro mostra que a exportação brasileira de etanol em fevereiro foi quase 10 vezes menor do que o efetivamente anunciado na terça-feira, 1º de março, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Conforme o line up apurado pela consultoria, apenas dois navios carregaram o biocombustível no mês passado, com um total de 31,25 milhões de litros. A Secex, porém, relatou vendas de 306,16 milhões de litros, o que representaria a maior exportação para fevereiro desde 2008.

De acordo com a Datagro, a divergência deve-se a ajustes nos Registros de Exportação (RE). "Embora o preenchimento seja necessário no processo de embarque, o RE, que é usado para alimentar as estatísticas do governo, pode ser retificado posteriormente", afirmou a consultoria, em nota.

Por essa razão, a Secex não acompanhou inteiramente o pico dos embarques de etanol, entre agosto e novembro do ano passado, meses em que a janela de arbitragem esteve favorável às exportações. Para a Datagro, setembro registrou o maior volume exportado de 2015, com quase 400 milhões de litros, mas o MDIC informou menos de 200 milhões de litros.

Ainda conforme a Datagro, no acumulado da safra 2015/16, iniciada em abril, até fevereiro, as vendas externas de etanol alcançam 2,25 bilhões de litros, mais do que o 1,95 bilhão de litros reportado pela Secex.

Sobre a diferença apontada, o novaCana ouviu o analista da Secex, Julio Wosch. Ele comentou que os dados da secretaria são obtidos dos registros e que o sistema está equipado para evitar grandes divergências de valores e falhas na entrada de informações. “Dados que são muito discrepantes não passam, o sistema alerta”, diz. O analista fala que é possível que haja erros de preenchimento dos documentos, que podem ser corrigidos no futuro, mas desconhece a origem dos números apresentados pela consultoria. “Seria preciso investigar para descobrir de onde vieram”, reconhece.

novaCana.com e Agência Estado


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