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Etanol: Mercado

Etanol segue perdendo vantagem sobre a gasolina, relação chega a 63,2%

Biocombustível passa por sequência de aumentos no preço médio, mas segue melhor economicamente em sete estados


novaCana.com - 29 out 2018 - 10:39

 

paridade 01 mini tabela 21.10a27.10Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 21 a 27 de outubro:

  1. Na média nacional, o preço do etanol correspondeu a 63,2% do valor de comercialização da gasolina

  2. Preço médio da gasolina caiu 0,04% e o do etanol subiu 1,35%

  3. No período, foi vantajoso abastecer com etanol em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e na Paraíba

  4. O preço do etanol nos postos aumentou em 16 estados e no DF, diminuiu em nove e não teve comparação no Amapá

  5. A cotação do biocombustível voltou a subir nas usinas de Mato Grosso, mas caiu em São Paulo e Goiás


Na semana de 21 a 27 de outubro, a alta no preço do etanol e uma pequena queda no valor médio da gasolina nos postos do país influenciou negativamente a competitividade do etanol. De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as pequenas reduções de preço do biocombustível nas usinas ainda não tiveram influência nos postos.

Assim, na análise mais recente, o valor médio do etanol teve um aumento de 1,36%. Na média nacional, seu preço correspondeu a 63,2% do valor de comercialização do combustível fóssil – inferior à paridade energética comercialmente estabelecida em 70%, mantendo-se competitivo mesmo com os sucessivos aumentos.

Nesta semana, o indicador cresceu 1,44%, voltando à sequência de aumentos que começou no final de agosto. Ainda assim, ele mantém a competitividade do etanol na tendência favorável vista desde abril.

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Preço nas bombas

De acordo com a ANP, entre 21 e 27 de outubro, o preço do etanol nos postos aumentou em 16 estados e no Distrito Federal, recuou em nove e não teve comparação no Amapá.

Com o aumento em tantos estados, seu preço médio a nível nacional passou de R$ 2,943 para R$ 2,983 por litro. Já o valor médio da gasolina teve a primeira redução desde o fim de agosto, passando de R$ 4,725 para R$ 4,723 por litro, uma queda de 0,04%.

Estados

Independente dos aumentos nos preços observados nos últimos meses, o biocombustível segue em vantagem em Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e na Paraíba.

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São Paulo segue apresentando o menor valor médio do etanol nas bombas, R$ 2,810/l, mesmo após o aumento de 1,52%. Com a queda de 0,13% para a gasolina, a relação entre os combustíveis subiu para 62,4%.

Já Mato Grosso segue com o segundo menor valor para o biocombustível, R$ 2,912/l graças ao aumento de 0,45%. Com a valorização de apenas 0,1% para a gasolina, a relação entre os combustíveis subiu para 60%, mas segue sendo a menor entre os estados.

Nos postos mineiros, com o aumento de 1,66% para o etanol e de 0,2% para a gasolina, a relação média entre eles subiu para 62,7% e se mantém favorável ao biocombustível.

Em Goiás, o preço do etanol subiu 2,94% e o da gasolina, 0,22%. Assim, a relação comercial entre eles subiu, chegando a 64,3%, ainda favorável ao biocombustível.

Enquanto isso, no Paraná, o preço do etanol subiu 0,46% e o da gasolina caiu 0,2%, fazendo a relação entre eles subir para 66,8%, mantendo-se favorável ao etanol.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Usinas

Nas usinas, o preço do biocombustível voltou a subir em Mato Grosso, mas caiu em São Paulo e Goiás depois de semanas de altas. O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação caiu 2,26%, chegando a uma alta de 23% nas últimas nove semanas.

Mato Grosso, por sua vez, teve um aumento de 0,04% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise. No período acumulado, a valorização é de 28%.

Já em Goiás, a cotação do etanol nas usinas caiu 2,19% entre as duas últimas análises. Assim, o acumulado nas últimas 61 semanas é de 27,5%.

Rafaella Coury – novaCana.com


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