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Etanol: Mercado

Chuvas sustentam preços do etanol em SP no fechamento de 2015, diz Cepea


Agência Estado - 05 jan 2016 - 11:48

Apesar da baixa liquidez, o mercado paulista de etanol encerrou 2015 com preços em alta. O principal motivo foi a redução no volume ofertado por usinas que ainda estão em atividade, em decorrência das chuvas que limitam a colheita da cana no Centro-Sul do País.

Entre 28 e 30 de dezembro, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado (estado de São Paulo) foi de R$ 1,7258/litro (sem impostos), aumento de 1,3% frente ao da semana anterior e de 1,7% no acumulado do mês. Para o anidro, as variações também foram positivas, mas se limitaram a 0,3% e 0,2%, respectivamente, com o Indicador da última semana a R$ 1,9526/litro (sem impostos).

O Indicador diário do etanol hidratado Esalq/BM&FBovespa posto Paulínia, por sua vez, fechou a R$ 1.658,00/m3 na quarta-feira, 30, praticamente estável frente à quarta anterior – por conta das festas de final de ano, não houve Indicadores nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e no dia 1º de janeiro.

Os negócios no mercado spot foram lentos nas duas últimas semanas do ano, com distribuidoras fazendo apenas compras pontuais. A expectativa de parte dos agentes é que haja maior interesse de compra nos próximos dias, visando à reposição do produto comercializado entre o Natal e o Ano-Novo.

A possibilidade de elevação da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina poderá contribuir para uma melhora na competitividade do biocombustível (hidratado), cujo valor supera os 70% do combustível fóssil nos postos de todos os estados brasileiros, incluindo Mato Grosso. Naquele estado, até meados de dezembro, o preço do etanol vinha se mantendo abaixo desse percentual, tido como referência por grande parte dos proprietários de carros flex para avaliar a competitividade de um ou outro combustível.

Segundo dados da ANP referentes ao intervalo de 20 a 26 de dezembro, a cotação média do hidratado foi de R$ 2,668/l naquele estado, correspondendo a 71,8% do valor da gasolina (R$ 3,746/l). Em São Paulo, a relação foi de 72,8% – os números da última semana ainda não haviam sido divulgados pela ANP até o fechamento desta análise.

Do ponto de vista das unidades produtoras de açúcar e etanol, cálculos do Cepea mostram que o açúcar cristal remunerou 41% a mais que o anidro e 50% a mais que o hidratado na semana passada (de 28 a 30 de dezembro). Comparando-se os dois tipos de etanol, o anidro remunerou 7% a mais que o hidratado.

O preço médio do etanol anidro que seria equivalente ao do açúcar cristal foi calculado em R$ 2,747/litro (sem impostos) em igual intervalo. Para obter equiparação com o açúcar, o hidratado precisaria ter tido média de R$ 2,5843/litro (sem impostos) e, com o anidro, de R$ 1,8416/litro (sem impostos).

No mercado internacional, o contrato de etanol anidro combustível desnaturado (primeiro vencimento – Janeiro/16), na Bolsa de Chicago (CME/CBOT), permaneceu praticamente estável entre 24 e 31 de dezembro (leve queda de 0,07%), com a média semanal a US$ 1,3930/galão (US$ 368,03/m3). Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro de crude oil com vencimento em Fevereiro/16 teve média semanal de US$ 37,08/barril, baixa de 2,8% comparando-se as últimas duas quintas-feiras.


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