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Etanol: Mercado

CBios atingem novo recorde na segunda quinzena de maio, a R$ 130

No período, 4,86 milhões de créditos foram negociados; ao mesmo tempo, as usinas certificadas no RenovaBio emitiram 1,97 milhões


NovaCana - 02 jun 2022 - 09:54

Os preços dos créditos de carbono (CBios) do programa RenovaBio se mantém em um crescimento constante. Na segunda quinzena de maio, os papéis foram negociados entre R$ 100,30 e R$ 130.

O valor mais alto, registrado no último dia do mês, também é um novo recorde para o programa, que está em vigor desde 2020.

Os dados fazem parte do acompanhamento do mercado de CBios realizado pela bolsa de valores brasileira (B3), única entidade registradora do programa.

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Conforme cálculos do NovaCana realizados a partir dos dados da B3, o valor médio da quinzena ficou em R$ 113,46 por CBio.

Este preço está 106,5% acima da média histórica do programa, de R$ 54,95. Além disso, ele é 187,3% superior à média de 2021, de R$ 39,31 e 20,1% maior que o acumulado de 2022, de R$ 94,45. Já na comparação quinzenal, o acréscimo é de 4,2%, mantendo a tendência de alta neste ano.

Desde a implantação das negociações, em junho de 2020, os CBios foram vendidos entre R$ 15 e R$ 130. Este ano, por sua vez, os preços variaram entre R$ 31,99 e R$ 130.

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Além disso, na quinzena, 4,86 milhões de créditos foram negociados, alta de 79,6% em comparação com os 2,71 milhões da quinzena anterior e de 180,3% em relação aos 1,73 milhão de CBios negociados no mesmo período do ano passado.

“Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro é realizada uma operação de compra das quantidades e, depois, uma operação de venda para o investidor final”, explica a B3.

Levando em conta a oscilação dos preços dos créditos, o Ministério de Minas e Energia (MME) realizou uma consulta pública para criar o mecanismo de contratos a termo – e o mercado financeiro já iniciou um processo para lançar esta modalidade. Neste caso, o vendedor e o comprador fixam o preço de uma negociação que ainda irá ocorrer.

Mais emissões

Apesar do ritmo mais lento neste início de safra, a produção de etanol foi retomada – inclusive com mais matéria-prima sendo direcionada ao biocombustível –, o que reflete na quantidade de títulos de descarbonização gerados na quinzena.

Nas últimas duas semanas de maio foram emitidos 1,97 milhão de CBios, alta de 29,1% ante os 1,53 milhão registrados no mesmo período de 2021. Na comparação com o começo do mês, por sua vez, a elevação foi de 88,7%.

Com isto a quantidade de títulos gerados em 2022 chegou a 12,25 milhões. Apesar do aumento na quinzena, o total está 1,1% abaixo dos 12,39 milhões de créditos vistos há um ano.

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De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre janeiro e maio, as usinas certificadas no RenovaBio cadastraram notas fiscais suficientes para a geração de 12,3 milhões de CBios. A expectativa é que 41,76 mil créditos excedentes cheguem ao mercado nos próximos dias.

Desde o estabelecimento do RenovaBio até o momento, cerca de 61,75 milhões de créditos entraram no programa.

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Ainda segundo a ANP, 312 unidades participam do RenovaBio. Destas, três fabricam biometano e outras 32, biodiesel. Dentre as 277 usinas de etanol certificadas, 267 utilizam apenas a cana-de-açúcar como matéria-prima; cinco processam cana e milho; quatro, apenas milho; e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.

Posse e aposentadoria dos créditos

Além do número de CBios gerados em 2022, o setor ainda conta com os créditos excedentes do ano anterior. Assim, ao final da segunda quinzena de maio, 19,69 milhões de títulos estavam em circulação.

Destes, 80,8% estavam em posse das distribuidoras com metas a cumprir, totalizando 15,91 milhões de créditos. Já as usinas certificadas no programa detinham 3,53 milhões de CBios, equivalente a 17,9% do total. Os 256,35 mil títulos restantes (1,3%) estavam com investidores sem metas.

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Para completar, 3,02 milhões de créditos já foram aposentados no ano – destes, 190,21 mil deixaram de circular na segunda quinzena de maio. Este volume equivale a 8,4% da meta oficial do RenovaBio para 2022, de 35,98 milhões.

Considerando tanto os papéis em circulação quanto os aposentados ao longo de 2022, o número de títulos disponibilizados ao mercado sobe para 22,71 milhões. Neste caso, o montante é suficiente para o cumprimento de 63,1% da meta.

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Como a B3 não informa quem solicitou a aposentadoria dos créditos, é possível que uma parte deste total seja referente a investidores que não têm compromissos com o programa. Ainda que esteja previsto que a retirada de títulos feitas pelas chamadas “partes não obrigadas” possa ser deduzida dos objetivos finais do RenovaBio, as aposentadorias de 2022 devem ser contabilizadas em 2023.

Giully Regina – NovaCana


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