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Etanol: Mercado

Em busca de notas mais altas, associação de usinas dos EUA quer mudanças no RenovaBio

Em documento endereçado ao MME, entidade que representa produtores de etanol de milho questiona valores adotados pela ferramenta RenovaCalc


novaCana.com - 28 ago 2018 - 09:24

Mesmo depois de duas consultas públicas, ainda há muitos pontos a serem definidos na nova política nacional de combustíveis (RenovaBio) – e, se depender da Associação de Combustíveis Renováveis dos Estados Unidos (RFA), também há alguns que precisam ser retomados.

A entidade, que participou da discussão sobre as metas do programa, divulgou uma versão ampliada e traduzida de seu parecer sobre o tema. Segundo a RFA, o objetivo é dar uma maior visibilidade às sugestões, especialmente à solicitação de aumento do valor adotado para a intensidade de carbono da gasolina, que foi considerado “muito baixo”.

A versão da RenovaCalc que foi disponibilizada em consulta pública utilizava como base uma emissão de 87 gramas de CO2 equivalente por megajoule (gCO2e/MJ) para a gasolina. A nota do etanol, por sua vez, é calculada de acordo com seu caráter mitigador, ou seja, o quanto o processo produtivo de cada usina emitiu a menos do que a gasolina. Assim, quanto maior for o valor de referência para a gasolina, maior será a nota das usinas e, consequentemente, maior será o número de CBios emitidos.

“De forma geral, acreditamos que o cronograma proposto de redução anual da intensidade de carbono (IC), em que o IC médio de gasolina será reduzido em 10,1% entre 2018 e 2028, é razoável e viável”, afirma a entidade, que possui mais de 300 membros. “Assim, é essencial que a classificação (baseada no escore de IC) das vias de biocombustível no âmbito do RenovaBio seja conduzida de maneira precisa, transparente e baseada na ciência”.

Como muitas das empresas associadas da RFA exportam etanol para o Brasil, a associação demonstra um assumido interesse pela rota de etanol de milho importado descrita na calculadora do programa, a RenovaCalc.

“A diferença considerável (14 a 17 g/MJ) entre o etanol de milho 1G produzido no Brasil e o etanol de milho 1G importado é notável e a RFA examinou a RenovaCalc detalhadamente na tentativa de entender essa discrepância”, relata o documento.

A seguir, confira o posicionamento da RFA sobre os seguintes temas:

- Análise do ciclo de vida
- Modais de transporte nos Estados Unidos
- Uso de energia – nos EUA e no Brasil
- Etanol de milho nacional x etanol de milho importado

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