Etanol: Abastecimento

Governo estuda financiamento para estocar etanol. Setor privado pede R$ 3 bi


MAPA e Agência Estado - 14 mar 2013 - 18:17

Com a perspectiva de um aumento na produção de cana-de-açúcar e na destinação dessa cana para a fabricação do etanol, o setor produtivo reivindicou uma linha de financiamento para estocagem do produto na safra 2013/14 que se inicia em abril deste ano. A solicitação foi feita nesta quinta-feira (14) durante a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e Álcool, em Brasília.

O presidente da câmara setorial do Açúcar e Álcool, vinculada ao Ministério da Agricultura, Luiz Custódio da Cotta Martins, calcula que serão necessários R$ 3 bilhões, ante R$ 2 bilhões disponibilizados na safra atual.

De acordo com o diretor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cid Caldas, o assunto esta sendo analisado pelo Grupo Técnico do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima), composto por representados dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fazenda, Minas e Energia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O último balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura sobre as liberações de crédito rural mostram que, de junho do ano passado a janeiro deste ano, houve demanda por apenas R$ 135,1 milhões, que correspondem a 6,8% do total de R$ 2 bilhões programados na linha de estocagem de álcool do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e Banco do Brasil. A taxa de juros é de 8,7% ao ano. O financiamento é destinado a usinas, destilarias, cooperativas de produtores, empresas que comercializam etanol e distribuidoras de combustível.

Esta linha de crédito foi disponibilizada na safra 2012/2013, porém não houve demanda em decorrência, principalmente, da pouca disponibilidade de etanol.

Os representantes do Cima vão estudar os mecanismos para renovação desta linha de financiamento e definir as condições para que o produtor possa acessar este financiamento o mais breve possível. 

Segundo Caldas, "o principal objetivo da medida é evitar a volatilidade do preço do etanol e aumentar a oferta do produto no período da entre safra".


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