BASF
Etanol: Abastecimento

Consumo de hidratado sobe para 1,5 bilhão de litros em junho, mas não contêm queda no preço e acúmulo de estoque


novaCana.com - 01 ago 2018 - 16:21 - Última atualização em: 06 set 2018 - 11:19

O olhar do mercado está voltado para o consumo de etanol do Brasil. A reação do consumidor é uma das principais preocupações dos usineiros, pois os estoques estão em níveis recordes e o preço do biocombustível na bomba continua caindo com intensidade.

Os números mais recentes, apresentados hoje (01) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mostram como o brasileiro se comportou no mês de junho, logo após o fim da greve que paralisou o Brasil.

O resultado foi que o consumo do Ciclo Otto (que engloba gasolina e etanol) teve uma recuperação tímida, ao contrário do Ciclo Diesel que surpreendeu.

O consumo de diesel no Brasil aumentou em 33,1% em relação a maio, passando para 5 bilhões de litros consumidos - no comparativo com o ano anterior o crescimento foi de 7,4%. Já o Ciclo Otto teve aumento mensal de 4,95%, passando de 3,99 bilhões de litros para 4,19 bilhões de litros. Na comparação com o mesmo período do ano passado há, inclusive, uma retração de 6,84%, passando de 4,5 bilhões de litros para 4,1 bilhões de litros.

No acumulado de 2018, o diesel cresceu 0,8%, enquanto a comercialização dos combustíveis do Ciclo Otto está com uma retração alarmante de 4,13% (26,44 bilhões de litros em 2017 para 24,44 bilhões de litros em 2018).

Segundo a ANP, as vendas de diesel em junho tiveram impacto de uma "intensificação dos transportes de carga, após a demanda represada no fim de maio", por conta da greve e queda dos preços nos postos, atendendo às demandas dos grevistas.

Etanol hidratado

Para o setor sucroenergético a relevância maior está no consumo do etanol hidratado. O biocombustível vendido nas bombas alcançou vendas de 1,49 bilhão de litros, 13,38% acima do volume consumido em maio. Em relação ao mesmo período do ano passado o crescimento é de 42,18% (1,04 bilhão de litros).

Mesmo com o consumo de hidratado alcançando 1,5 bilhão de litros em junho, os estoques continuaram crescendo. Em junho os estoques aumentaram 1,87 bilhão de litros, atingindo 6,97 bilhões de litros no total.

O resultado dessa situação foi sentido em julho, quando os preços do etanol nos postos intensificaram sua queda, na esperança de estimular o consumo. Porém, os dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) referentes a primeira quinzena de julho mostraram que os estoques do Centro-Sul cresceram num ritmo ainda maior (ampliando 1,2 bilhão de litros em 15 dias). A consequência foi mais queda de preço do etanol nas usinas e nos postos. Assim, a relação de preços entre etanol e gasolina alcançou 61,1%, o menor valor dos últimos oito anos.

Considerando a preferência do consumidor entre gasolina e hidratado, o renovável foi escolha de 25,13% em junho deste ano – em maio o indicador era de 23,13%. Em junho do ano passado a preferência pelo etanol era bem menor – de 16,46%.

Em São Paulo a opção pelo hidratado é ainda mais evidente, de 43,11%, e no Mato Grosso de 50,88% em junho desse ano.

consumo 02 otto mensal nov17 block

consumo 01 otto acumulado nov17 block

consumo 05 hidratado mensal nov17 block

consumo 06 preferencia consumidor nov17 block

consumo 04 hidratado anual nov17 block

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Gabrielle Rumor Koster – novaCana.com

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