Etanol: Meio ambiente

Cofco pretende economizar pelo menos 1,3 bi litros de água ao ano em suas operações

Alternativa de fertilizante biológico à base de água, vinhaça será utilizada pela empresa no interior paulista


Globo Rural - 13 jul 2020 - 08:10 - Última atualização em: 15 jul 2020 - 12:54
Concentrador de vinhaça da Cofco, em Catanduva (SP)

Subproduto do processamento e destilação para produzir o etanol, a vinhaça pode ser uma alternativa de fertilizante biológico à base de água. Uma iniciativa de utilização desse recurso tem sido desenvolvida pela chinesa Cofco International, que tem a meta global de melhorar a eficiência industrial do consumo de água em 10% até 2025. A intenção é fechar o ciclo da água, da irrigação da cana-de-açúcar até o retorno ao solo em forma de fertilizante.

A concentração e extração de água da vinhaça está sendo feita na usina de açúcar em Potirendaba (SP) e deve ser estendida às unidades de Catanduva e Sebastianópolis, também no interior de São Paulo, contando com estações de tratamento de águas residuais. A empresa pretende concluir o projeto em 2021.

“A água proveniente da concentração da vinhaça será tratada com o intuito de reutilização, beneficiando tanto a cadeia de produção quanto o meio ambiente, pois o reuso tende a diminuir a captação de água de rios e poços artesianos”, explica a multinacional chinesa em nota.

A partir da iniciativa, a meta da Cofco ao longo de cinco anos é aumentar gradativamente o reuso e, consequentemente, reduzir a captação de água por tonelada de cana processada em, aproximadamente, 28% em Catanduva e 16% em Sebastianópolis.

"Além de colaborar com nossos fornecedores para promover o uso eficiente da água no campo, temos uma oportunidade real de reduzir o uso de água em nossas operações industriais, otimizando os principais processos para reduzir o consumo de água doce e os custos operacionais", diz a diretora de sustentabilidade da Cofco International, Wei Peng.

Ainda segundo a empresa, os processos industriais para grãos e oleaginosas também devem passar por uma revisão de sustentabilidade. Por exemplo, as plantas de esmagamento de oleaginosas estão estudando a viabilidade de usar trocadores de calor para reduzir o consumo de vapor e, consequentemente, uso da água e volume de águas residuais.

Mariana Grilli


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