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Etanol: Meio ambiente

Especialistas veem pouco estímulo para ações ambientais de empresas brasileiras


Folha de S. Paulo - 03 dez 2019 - 07:23

Neste ano, em que o Brasil chega à Conferência do Clima da ONU – aberta nesta segunda (2), em Madri – sob escrutínio de fundos internacionais preocupados com o risco sistêmico das mudanças climáticas, especialistas avaliam que há pouco estímulo para o fortalecimento de ações ambientais pelas empresas.

As companhias que viam a questão como estratégia consolidada nos últimos anos seguem com suas iniciativas, mas os esforços para criar novas ações estão reduzidos.

Na ausência de pressão governamental e de políticas públicas rigorosas, o movimento mais consistente das empresas atualmente são os atos de comunicação e posicionamento por meio de compromissos voluntários, termos de apoio e coalizões.

Por outro lado, as que estão em estágio anterior de ações sustentáveis não deslancham, segundo quem acompanha as companhias brasileiras na COP-25.

As ações de maior relevância se concentram entre as companhias que operam em mercados no exterior e as que estão listadas em Bolsa, porque o padrão de concorrência internacional e o acesso ao capital se tornaram um vetor de pressão por ações ambientais.

Entre as signatárias do Acordo Ambiental São Paulo, lançado na sexta-feira (29), estão Hyundai, Braskem, Carrefour, Toyota, Duratex, MRV e Raízen. A ação do governo de São Paulo com a Cetesb para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, entre outros compromissos, será levada à COP-25.

Joana Cunha
Com Filipe Oliveira e Mariana Grazini