Etanol: Meio ambiente

BP Bunge divulga relatório de sustentabilidade verificado pela Bureau Veritas


BP Bunge Bioenergia - 22 set 2022 - 14:50

A BP Bunge Bioenergia divulgou nesta quarta-feira, 22, um relatório de sustentabilidade elaborado de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI). Conforme a sucroenergética, os resultados foram submetidos à verificação externa da BVQI – Bureau Veritas, que realiza serviços de avaliação de conformidade e certificação nas áreas de qualidade, segurança e saúde ocupacional, meio ambiente e responsabilidade social.

Um dos destaques do documento é o primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), que contribui para orientar o cumprimento da meta da empresa de reduzir em 10% as emissões na produção de etanol até 2030 e direcionar ações que minimizem a pegada ambiental. Como metodologia para a contabilização e a quantificação das emissões, a companhia aderiu ao Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP).

“O tema sustentabilidade é transversal nas atividades da companhia desde a sua origem”, afirma o presidente-executivo e do conselho de administração da BP Bunge Bioenergia, Mario Lindenhayn. “Aprimoramos continuamente nossas operações para o menor impacto ambiental possível, por meio de boas práticas e tecnologia de ponta, fomentando o desenvolvimento local das comunidades e atuando com ênfase na transição energética”, completa.

Em 2022, a BP Bunge passou a integrar o Pacto Global da ONU, que tem como objetivo estimular um mercado global mais sustentável. Além disso, a empresa criou um comitê de sustentabilidade multidisciplinar, de caráter permanente, para gestão das atividades e iniciativas ligadas a esse tema, conforme divulgado pela sucroenergética.

A BP Bunge também apresentou que, no ciclo passado, o percentual de resíduos gerados que foi reutilizado e/ou reciclado foi de cerca de 86%. O total de resíduos teve queda de 22% na comparação com a safra anterior.

Além disso, a companhia afirma ter plantado 365 mil mudas nativas em áreas de preservação permanente e reserva legal, volume 45% superior na comparação com 2019/20. Até 2030, 2,3 milhões de mudas nativas serão plantadas, de acordo com a empresa.

Presente em cinco estados brasileiros, as 11 unidades agroindustriais da BP Bunge não utilizam fogo e não realizam desmatamento, tendo colheita de cana-de-açúcar totalmente mecanizada. Para controlar riscos e minimizar impactos ambientais, a sucroenergética criou um programa de prevenção e combate a incêndios, que receberá investimentos de R$ 30 milhões até 2024.

A empresa ainda relata que ampliou o uso de tecnologia, da prevenção ao combate. Na detecção, conta com um sistema de monitoramento via satélite e, mais recentemente, com câmeras de alta definição que já estão em operação nas unidades de Pedro Afonso (TO), Itumbiara (GO) e Ituiutaba (MG). Conforme a empresa, até o final do ano, isso será estendido para Moema (SP) e Guariroba (SP). Em 2024, todas as unidades deverão ter o sistema de detecção por câmeras.

Ainda segundo a BP Bunge, houve redução de 4% no volume captado de água por tonelada de cana-de-açúcar moída, graças ao reuso da água nas diversas etapas da operação industrial e agrícola. No processo industrial, a reutilização ocorre em itens como lavagem da cana-de-açúcar, mecanismos de lavadores de gases, caldeiras e resfriamento. Já na agrícola, a utilização da água residuária e da vinhaça no processo de fertirrigação faz com que também haja menor necessidade de captação nos cursos d’água, para fins de irrigação.

Tags: BP Bunge ESG

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