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Impostos

CEO da Odebrecht diz que setor de etanol é "enxaqueca"


Agência Estado - 04 fev 2014 - 08:28 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Para o grupo Odebrecht, o setor de etanol é 'enxaqueca' e petroquímica é 'dor de cabeça', afirmou o CEO da empresa, Marcelo Odebrecht. Ele traçou um cenário negativo para o etanol, lembrando que o setor deixou de ser competitivo com a retirada de um valor entre 50 e 60 centavos da Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico (Cide) para cada litro de gasolina. 'O problema do etanol se chama Cide', destacou.

'Enquanto não tiver Cide, não tem solução para o setor de etanol. Os investimentos só vão voltar quando Cide tiver peso de 50 centavos no litro da gasolina', destacou. "Mas isso significa aumentar em até 60% a gasolina", o que a seu ver é considerado inviável atualmente.

Atualmente, a alíquota da Cide sobre os combustíveis está zerada e, em outros momentos, foi usada para segurar o repasse do aumento de preços para o consumidor final. "Não existe como competir, em termos de custo, com a gasolina".

Odebrecht afirmou que o álcool se tornou competitivo no Brasil alguns anos atrás, porque havia a demanda dos carros flex e porque a incidência da contribuição sobre a gasolina tornava o preço do álcool atraente.

Petroquímica
Quanto à petroquímica, ele disse que há uma 'espada' apontada para a cabeça do setor no Brasil em função de alguns fatores, sobretudo a revolução do shale gas nos EUA. 'A petroquímica tem um dos maiores déficits da indústria brasileira. O custo da matéria-prima, nafta ou gás, equivale a 60% da resina termoplástica', apontou. Ele destacou que no Brasil, se o custo da produção de gás é de um número, por exemplo, 'dez', com a revolução do shale gas tal despesa de produção cai para 'quatro', o que impõe desafios importantes para o setor no País, especialmente para melhorar a produtividade, neste contexto de forte competição internacional.

Ele fez os comentários nesta segunda-feira, 03, durante a Conferência de Investimentos da América Latina em 2014, realizada pelo Banco Credit Suisse.

Com informações do Valor Econômico e Folha de S. Paulo


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