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Impostos

Aumento da Cide tem tido boa "receptividade" no governo


Agência Estado - 10 set 2015 - 09:04

A proposta de elevação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na gasolina tem tido boa "receptividade" no governo, de acordo com uma liderança do setor sucroenergético ouvida pelo Broadcast. O tema ganhou corpo nesta semana em que a presidente Dilma Rousseff admitiu em vídeo, divulgado no 7 de setembro, a necessidade de "remédios amargos" para fechar as contas de 2016.

Fontes ouvidas na semana passada pelo Broadcast relataram que a cadeia produtiva de açúcar e álcool tem reuniões agendadas para esta semana com representantes do governo para discutir o aumento da Cide. Mesmo que um possível aumento atenda à necessidade do governo de gerar caixa, há um receio de que com a gasolina mais cara as usinas não deem conta de suprir o incremento de demanda por etanol.

O setor tenta tranquilizar o governo quanto a isso. Em Brasília, são discutidos dois cenários. No primeiro, a Cide iria dos atuais R$ 0,22 para R$ 0,40, gerando receita de quase R$ 10 bilhões. No segundo caso, que é pleito antigo do setor sucroalcooleiro, o tributo iria para R$ 0,62 e resultaria em arrecadação de R$ 16 bilhões. Essa última alíquota representaria uma atualização monetária do valor original do tributo, de R$ 0,28 por litro, quando foi criado, em 2002.

A Cide havia sido zerada em 2012, mas voltou a incidir sobre a gasolina em fevereiro deste ano, o que animou o setor sucroenergético. Com o tributo, o etanol retomou parte da competitividade perdida para o combustível fóssil, e suas vendas dispararam. Em agosto, por exemplo, as usinas do Centro-Sul do País venderam 2,74 bilhões de litros de hidratado, utilizado diretamente no tanque dos veículos, 34,26% mais na comparação anual, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).


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