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Matérias-primas alternativas

Raízen e Ceres aumentam aposta no Sorgo Sacarino

Empresas produzirão sorgo em escala comercial e dividirão as receitas provenientes da produção de etanol a partir do sorgo sacarino da Ceres


NovaCana - 17 mar 2015 - 12:25

O sorgo sacarino começa a ganhar mais espaço no setor sucroenergético. A aposta na matéria-prima como um complemento à cana-de-açúcar para a produção de etanol aumentou com anúncio feito ontem (17) pela Raízen e a empresa de sementes Ceres.

As duas companhias assinaram um acordo de colaboração para desenvolver e produzir o sorgo sacarino em escala comercial, o qual será utilizado para a fabricação de etanol. Segundo comunicado, as empresas vão contribuir uma com a outra em serviços e recursos e dividir as receitas provenientes da produção de etanol a partir do sorgo sacarino da Ceres.

O formato da parceria indica que o sorgo ainda carrega algumas dúvidas e os riscos devem ser compartilhados entre as empresas. Reforça esta ideia o fato de que a parceria ocorrerá, inicialmente, em apenas uma unidade da Raízen, mas a expectativa é expandir para outras usinas nas próximas safras.

O presidente da Ceres, Richard Hamilton, está otimista e aposta que o sorgo sacarino deverá ganhar força e escala como “uma parte integral da cadeia de suprimentos da indústria [de cana]”.

Já a Raízen sinalizou que “tem tido um grande interesse no desenvolvimento e [na produção] em larga escala do sorgo sacarino como um meio de aumentar suas margens e aumentar a oferta [de matérias-primas utilizadas] nas suas plantas de etanol e açúcar”.

Origem

Desde 2011, a Raízen trabalha em parceria com a Ceres. A partir daquele ano, a sucroalcooleira começou a plantar a matéria-prima, de forma experimental, em 200 hectares, mas ampliou a área para 1,7 mil hectares em 2012, em São Paulo e Goiás.

O resultado obtido nas últimas safras motivou a sucroalcooleira a ampliar a aposta na matéria-prima, que é vista como uma opção para estender a temporada de operação das usinas.

“Durante as últimas safras, fizemos melhorias significativas e mensuráveis de desempenho [da cultura] e continuamos otimistas de que o sorgo sacarino pode ser usado para intensificar rapidamente o fornecimento de matérias-primas”, disse o diretor agroindustrial da Raízen, Antonio Stuchi.

Embora não seja uma novidade no setor sucroalcooleiro, a utilização do sorgo sacarino como fonte complementar à cana-de-açúcar só começou a ganhar força em 2012, quando a Ceres anunciou, em parceria com a Syngenta, um acordo para “apoiar a introdução do sorgo sacarino como fonte de açúcares fermentáveis em 400 ou mais usinas de etanol no Brasil”.

Desde então, grupos como a Nova Fronteira Bioenergia e a Odebrecht Agro passaram a cultivar, de forme experimental, a matéria-prima.

O governo brasileiro chegou, inclusive, a afirmar em seu plano de safra para 2012-2013 que o sorgo sacarino era considerado uma “cultura estratégica”.

Além da Ceres, NexSteppe e Monsanto também miram no mercado de cana-de-açúcar com a introdução de variedades do sorgo sacarino.

A NexSteppe, por exemplo, conta com híbridos para a extensão da safra canavieira e a produção de etanol de segunda geração, além de variedades voltadas à biomassa.

Em geral, a safra da cultura ocorre de novembro a maio, na entressafra da cana, o que, eventualmente, pode ampliar a geração de caixa das usinas, e tem ciclo entre 110 e 115 dias.

Leonardo Siqueira – novaCana.com

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